quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Recuperação de pequenos e médios centros urbanos

Ao longo dos últimos anos (penso que dois anos - 2006/07!) Mondim, garantiu a existência do GTL (Gabinete Técnico Local) para o levantamento e realização de uma proposta de recuperação do centro histórico.


Segundo a Lusa, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) aprovou o investimento de 118,5 milhões de euros na recuperação de vilas e cidades do Norte de Portugal, numa iniciativa de reabilitação inédita no país, que abrange 44 concelhos.
“Esta é a operação de reabilitação urbana mais vasta e mais ambiciosa que jamais se fez em Portugal ao nível dos centros urbanos de pequena e média dimensão”, anunciou hoje Carlos Lage, presidente da CCDR-N, em conferência de imprensa.

Este “mini-programa Polis” abrange 49 projectos e mais de metade dos concelhos da região (44), contando com o apoio de 83 milhões de euros (70 por cento) de fundos estruturais disponíveis no Programa Operacional Regional do Norte.
...
Este programa vai abranger os concelhos de Arcos de Valdevez, Alfândega da Fé, Alijó, Armamar, Arouca, Baião, Boticas, Cabeceiras de Basto, Caminha, Celorico de Basto, Felgueiras, Freixo de Espada à Cinta, Lousada, Macedo de Cavaleiros, Melgaço, Mesão Frio, Miranda do Douro, Mogadouro, Moimenta da Beira, Monção, Mondim de Basto, Murça, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Póvoa de Lanhoso, Resende, Ribeira de Pena, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Tabuaço, Tarouca, Terras de Bouro, Torre de Moncorvo, Valença, Valpaços, Vieira do Minho, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Pouca de Aguiar, Vila Verde, Vimioso e Vinhais.


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Penso que esta aprovação se deve ao trabalho realizado por este mesmo gabinete - GTL! Espero que se concretize rapidamente.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

De Mondim para o Tribunal de Alexandria

Presidiu ao Tribunal Internacional de Alexandria (Egipto), recebeu o título de Sir e de Grande Oficial da Ordem do Nilo pelos reis Eduardo VII e Victoria de Inglaterra e foi nomeado cavaleiro da Grã-Cruz da Ordem de Isabel a Católica, em Espanha. O conselheiro Pereira e Cunha, a maior personalidade do município de Mondim de Basto, Trás-os-Montes, faleceu há 70 anos e foi homenageado há dias através de uma monografia homónima.

Nascido na freguesia rural de S. Pedro de Atei, Pereira e Cunha (1855-1937) evidenciou-se curiosamente num período muito conturbado da História de Portugal, entre o ultimato inglês e a implantação da República. Foi governador civil de Faro, Porto e Lisboa. Na capital, conseguiu a democratização do Carnaval, abrindo-o ao povo, ao passo que recusou sempre a pasta de ministro, apesar dos convites.

Pereira estava para D. Carlos como o padre Vítor Melícias para o antigo primeiro-ministro António Guterres. Quando o monarca morreu assassinado em 1908, a rainha D. Amélia deixou uma frase célebre: "Se o Pereira cá estivesse, não tínhamos feito esta viagem [Vila Viçosa-Lisboa]". Junto da sepultura do conselheiro estão, aliás, os retratos do casal régio, que lhe entregou as Comenda e Grã-Cruz da Ordem Militar da Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.

António Pinheiro Torres, sobrinho-neto do retratado e patrocinador do livro evocativo, distingue-o como uma referência da sua geração: "A corte, os políticos, os senhores procuravam-no nos momentos mais críticos do país; o seu parecer era indiscutível e a vida avessa a honras e títulos". O autarca mondinense Fernando Pinto de Moura mal conhecia a personalidade, "tal como a maioria" dos concidadãos, e pretende eternizá-la em S. Pedro de Atei ou na vila, faltando definir se tal será feito em estátua ou nome de artéria. "Mercê da humildade, generosidade e lealdade, Pereira e Cunha silenciava os seus feitos, mas hoje transmite auto-estima às nossas gentes".

Como jurista no Egipto (1903-1925) e aí líder do Tribunal Internacional (1918-25), o
ilustre de S. Pedro de Atei "nunca teve uma decisão sua alvo de recurso". A dedicação e sapiência valeram-lhe ainda as medalhas de Comendador e Grã-Cruz das ordens militares de Cristo e de Avis.

in Diário de Noticias Nuno Passos

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quarta-feira, fevereiro 11, 2009

E a nós também nos falta?

Deixo-vos aqui um vídeo de uma campanha recente da autarquia de Águeda.



Podem ver o trabalho completo em águeda21?

Desde cedo que neste blogue se falou em Agenda 21 e na necessidade de pensar a longo prazo. Crescimento sustentável é hoje um termo "in". Se assim é... Mondim continua "demodé"!

Fica portanto uma chamada de atenção para o bom gosto e para a pertinência do tema.

E já agora: "Também a nós nos falta uma Agenda21!"



Links para artigos anteriores publicados no casadoeiro.
Agenda 21
Agenda 21 chega ao Nordeste

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Grandes causas!

Já aqui tive oportunidade de escrever sobre "campanhas sociais" por alturas de Natal. Estávamos nós a meio de Janeiro, e no mesmo sentido somos brindados com uma nota de imprensa que dava conta de uma "quadra natalícia marcada por grandes causas": brinquedos e férias desportivas para as crianças ou Cabazes de Natal para famílias carenciadas. E por aqui me fico, porque os restantes parágrafos do press, mesmo aludindo a eventos que eu próprio defendo, acompanho e respeito, entendo que nada têm de "grande causa". São antes óptimos eventos culturais.

Contrastando então com o que apelidam de "grandes causas", não foi necessário sequer deixar o mês acabar, para se sucederem as notícias a darem conta do paupérrimo desempenho autárquico na área social, numas situações directa noutras indirectamente.

No apoio social juvenil, pela segunda vez neste ano lectivo, fomos visitados pelas três cadeias de televisão, no mesmo dia, para noticiarem a indignação dos pais com os horários de transporte dos seus filhos. Recordo que há mais de um ano já a SIC nos tinha visitado para abordar o mesmo assunto.

Na mesma altura, num artigo da autoria do Executivo da Junta de Freguesia de Mondim de Basto, somos alertados para mais um flagelo social no nosso concelho: Triste Morte de um Idoso em Mondim de Basto. Já antes, havíamos sido notícia num jornal de expressão nacional que alertava para o problema idéntico: Caso de miséria total.

Choca portanto ler "grandes causas", quando afinal, comparadas com as necessidades alarmantes do concelho, nem causas se deveriam chamar.

Mondim precisa urgentemente de uma autarquia que assuma no âmbito das suas responsabilidades o combate às desigualdades num concelho que tende a melhorar a qualidade de vida somente na Vila. É essa uma missão essencial.

Precisa também de uma autarquia que trabalhe efectivamente no terreno e assuma a sua responsabilidade na identificação das carências. Duma autarquia que seja capaz de criar condições para a dinamização de uma verdadeira rede social, que diversifique a oferta, que aumente as respostas, que regulamente e divulgue o apoio, para que quem necessita usufrua sabendo que é um direito que lhe assiste. Porque é de um direito que falamos.

É certo que em grande medida o apoio social, está entregue no nosso País ao associativismo. Associativismo esse, que no nosso concelho, tal como em outras áreas, é pouco expressivo. Se realmente acreditamos na virtude do sistema e confiamos no concelho que gerimos, então o desafio de tentar motivar os mondinenses para que o panorama se altere merece ser assumido.

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Ambiente: Fisgas do Ermelo "vão continuar"


"O ministro do Ambiente, Nunes Correia, garantiu hoje em Vila Real que a cascata Fisgas do Ermelo vai continuar, apesar da construção das barragens do Alto Tâmega."

Vejam a noticia.
http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=384075&visual=26&tema=4

Será que é mesmo assim?! Confesso que a minha confiança neste tipo de afirmações é bastante reduzida ...

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Bruxelas investiga Programa de Barragens

"A Comissão Europeia está a investigar a possibilidade de o Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hídrico, que envolve a construção de dez novos aproveitamentos em Portugal, violar a directiva-quadro comunitária sobre a água."

in Ecosfera

terça-feira, janeiro 20, 2009

“Paisagens Milenares”

Baixo Tâmega apresenta candidatura com investimento de mais de 135 milhões de euros.

A notícia corre por diversos órgãos de informação. É a primeira grande iniciativa da Associação de Municípios do baixo Tâmega.

in Público

Em momento oportuno, discutimos aqui no blog a opção de Mondim de Basto pela NUT Ave.

Coisas de "NUTs"!
NUTs novamente!

Mesmo considerando que este é somente um primeiro passo, e que até ao momento pouco se conhece sobre as iniciativas da AMAVE, entendo ser muito difícil a apresentação de candidaturas que se enquadrem tanto com a nossa realidade. As "Paisagens Milenares" que se apresentam como potencial a valorizar pelos municípios que integram o Baixo Tâmega, são também o grande desafio/oportunidade do nosso concelho, nesta luta que visa retirar-nos do top da tabela dos concelhos mais pobres (até aqui o ponto é comum!).

Aguardo pacientemente pelos resultados da nossa adesão ao Ave, sabendo que qualquer candidatura irá atender às especificidades da maioria dos concelhos que compõem esta associação, que tem somente dois concelhos caracteristicamente rurais.

terça-feira, janeiro 06, 2009

Vale do Ave Região Digital com projecto aprovado

Foi aprovado mais um projecto no âmbito da implementação do programa Vale do Ave Digital.

O projecto no valor de dois milhões e 900 mil euros vai permitir executar diversos subprojectos em áreas diversas, nomeadamente do governo electrónico autárquico, redes municipais de banda larga, plataforma electrónica de compras, ambulância tecnológica e agente móvel.

O Gestor do Vale do Ave Região Digital diz que a concretização deste projecto vai resultar em vantagem para o cidadão que poderá aceder on-line a diversa informação dos Municípios da NUT 3 do Ave.

Mais um projecto no âmbito do Vale do Ave Região Digital um programa que aposta numa rede de informação on-line dos Municípios de Guimarães, Cabeceiras e Mondim de Basto, Vieira do Minho, Póvoa de Lanhoso, Fafe, Vizela e Famalicão


terça-feira, dezembro 23, 2008

Pardelhas - "Nenhuma terra é bonita, quando nela se vive mal"

Para nos fazer pensar, partilho este texto do Blogue - Pensar Basto! Sobre a nossa freguesia mais pequena e rural - PARDELHAS

Mensagem: Nenhuma terra é bonita, quando nela se vive mal 

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Centro Escolar de Mondim já se encontra em construção

Centro Escolar de Mondim já se encontra em construção

Como não poderia deixar de ser, também nós seremos contemplados com este novo equipamento, que vem no seguimento da política do actual governo, que aposta forte da renovação do parque escolar, associado a uma série de medidas que "revolucionaram" o ensino primário do nosso país.

A construção desta infraestrutura, que vem no seguimento da já referida renovação do parque escolar imposta pelo governo, vem oferecer definitivamente as condições necessárias para a escola a tempo inteiro, medida esta também lançada pelo actual governo. Ficamos também a saber, que demonstra bem a nova forma do município encarar a educação. Perfeita sintonia!

Estranho o facto, de por alturas do encerramento das escolas, primeira iniciativa no âmbito desta por demais referida requalificação, não se ver os Vereadores a oferecer o peito às balas. Incompreensões na altura certamente!

Ironias à parte, gostaria de dar as boas vindas a este investimento, comparticipado a 75%, que certamente permitirá elevar a qualidade do ensino básico dos alunos do Mondim de Basto e Paradança. Desejar que finda esta primeira fase, todos os esforços sejam feitos para que, de imediato, se concretizem os restantes projectos apontados pela nossa Carta Educativa, conscientes que, na impossibilidade de os ver concretizados, aumenta de novo o fosso da qualidade de vida entre Mondim e as restantes Freguesias.

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Acção Social Escolar e Solidariedade.

Assistimos recentemente a mais um capítulo da batalha PSD/PS respeitante à acção social escolar. A última posição oficial, surgiu hoje mesmo, no jornal Notícias de Mondim, sob forma de comunicado do PSD de Mondim de Basto.

Lido o comunicado, percebe-se que para o PSD, o apoio social escolar atribuído em função dos rendimentos das famílias é um erro. Para o PSD, não fosse o facto de existir uma lei que os obriga a agir dessa forma, a solução passava por cobrar o mesmo valor a todas as famílias independentemente dos seus rendimentos. Ricos ou Pobres, todos pagariam 1Euro por refeição.

É triste ver no comunicado, que para sustentarem a sua opção, alegam que há uma injustiça na atribuição de escalões, já que os mesmos, assentando no IRS, só acabam por ser justas para os trabalhadores por conta de outrem. Admitindo que existem declarações de IRS que não espelham o verdadeiro rendimento das famílias:

1 - O estado coloca à disposição da autarquia os instrumentos que lhe permite levar avante as suspeitas.
2 - Se realmente existe uma percentagem de declarações fraudulentas, também não deixa de ser verdade, que no caso das famílias realmente carenciadas essa declaração é bem real. Levando por isso a justiça a casa de quem necessita.

Para o PSD, o facto de existirem algumas famílias a receberem o apoio sem dele necessitarem é motivo para que as famílias que realmente necessitam deixem também de o receber, passando todos, à luz do seu conceito de justiça, a pagarem o mesmo.
Pessoalmente, prefiro permitir-me aceitar que algumas famílias recebam sem dele necessitar, sabendo com toda a certeza, que aqueles que necessitam estão hoje isentos de um pagamento que ao final de o ano, lhes permitirá poupar no mínimo 200 euros por cada filho que têm na escola.

Como remate, permitam-me confrontar estas duas ideologias laranjas:
Por um lado, vemos a JSD, a avançar para uma nobre campanha de solidariedade onde se propõem levar um brinquedo à casa das famílias carenciadas, certos de que este gesto, fará a diferença neste Natal. Pelo outro lado, vemos o PSD, reafirmar novamente, que à luz da sua ideia de justiça, 1Euro por dia não faria qualquer diferença a estas famílias. Em que ficamos?

terça-feira, dezembro 09, 2008

JSD apresenta campanha de solidariedade (???)

É comum os Partidos Políticos lançarem campanhas políticas, desculpem a redundância. Mas parece que a moda para os jovens sociais democratas é lançar campanhas de solidariedade.

Do congresso nacional, pouca política saiu, o destaque foi todo para as acções de solidariedade.

O objectivo nobre das campanhas de solidariedade, obriga a que este assunto seja tratado com o maior dos cuidados. E é aí, nessa fragilidade que a JSD aposta. É difícil a qualquer entidade manifestar-se. Facilmente se confunde a crítica à Juventude Partidária como uma crítica à Campanha de Solidariedade.

A JSD decide enveredar por este caminho, justificam a sua opção com a necessidade de encontrar formas distintas de motivar os jovens para a actividade político-partidária. Contra senso, digo eu!! Os partidos políticos não são associações. Motivar jovens para a actividade política com actividades de cariz associativo é "enganar meninos". O caso piora, quando se "mistura" acção social, que deve ser mantida a todo custo longe da actividade política. A posição do "Banco Alimentar" perante a oferta da JSD de duas toneladas de alimentos não deixa dúvidas quanto isso.

Assumindo o risco, entendo ser criticável esta atitude da JSD. São competências das juventudes políticas, lutar para que os diferentes órgãos executivos onde estão representados, criem condições para o trabalho das associações. Não as deve tentar substituir, correndo o risco de ser julgado pelas suas intenções, o que é de todo compreensível.

terça-feira, novembro 04, 2008

quarta-feira, setembro 10, 2008

Programa Nacional de Barragens: Gouvães

Não bastasse Fridão, teremos também que "levar" com a Barragem de Gouvães, que será instalada no Rio Torno, em Vila Pouca de Aguiar.

No entanto, esta barragem será "alimentada" por três outras barragens, instaladas nos rios Viduedo, Alvadia e Olo, que através de um circuito hidráulico, desviarão a água para a Barragem de Gouvães, onde estará instalada a central de produção de energia.

Multiplicam-se agora as notícias que atestam o fim da maior queda de portuguesa: as Fisgas de Ermelo.

Tal como no caso de Fridão, também aqui, os alertas não surtiram qualquer tipo de efeito. Reinou a descrença. Talvez agora com as bombas lançadas nas RTP, nas LUSA ou nos IOL a informação mereça outro crédito. Pena que de lá até cá, alguns meses tenham passado.

Por razões de afinidade ao rio Tâmega, que sempre foi a minha praia de eleição, muito me custa "engolir" a Barragem de Fridão. Mas de olhos no futuro do nosso concelho, (o futuro é o turismo não é?), acredito ser possível ultrapassar os prejuízos que advêm desta primeira obra.

O mesmo não posso afirmar em relação ao impacto do desvio da água do rio Olo. Acredito seriamente que a importância do rio Olo no futuro de um Mondim direccionado ao Turismo vai muito além das Fisgas de Ermelo. Será uma ancora para um Turismo activo, de lazer em contacto com a Natureza.

Artigos sobre o assunto:
- RTP
- IOL Diário
- Esquerda
- Público

segunda-feira, setembro 08, 2008

Programa Nacional de Barragens: Fridão



Continua difícil de perceber a aceitação que a construção da Barragem de Fridão continua a ter na nossa comunidade. O filme acima, é o registo de uma imagem, que qualquer mondinense atento, tem a possibilidade de visualizar quando faz a viagem Porto-Mondim pela A4, logo depois de passar a portagem de Amarante.

Barragem é sinónimo de alteração positiva na paisagem. Pisões, Alqueva, entre outros, são os exemplos a que nos agarramos, sem admitir as diferenças biológicas, geológicas e geográficas que farão desta barragem algo completamente distinto. Toda a informação que aponte para os impactos negativos desta obra para o nosso concelho, que ultrapassem a questão do nevoeiro, são vistos como boatos.

Aos alertas lançados, continuamos a reagir com uma típica atitude, "esperar para ver", mesmo que os sinais sejam de todo inequívocos. O Projecto Programa refere a elevada probabilidade do fenómeno de eutrofização (tal como se vê no vídeo) acontecer na bacia de Fridão. Probabilidade transformada em certeza, quando poucos quilómetros a jusante, em condições tudo idênticas às nossas o fenómeno é uma realidade.

Não sou propriamente contra a construção de uma barragem que, ao que tudo indica, serve em grande medida os interesses nacionais (mesmo este ponto é colocado em causa num artigo recente). No entanto, entendo que Mondim deve assumir uma postura de sacrificado em prol deste interesse exigindo ser reconhecido (recompensado) pelos danos que vai certamente sofrer.

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Mondim na cauda da tabela dos concelhos com melhor qualidade de vida em Portugal...

O Índice Concelhio de Qualidade de Vida, elaborado pelo Observatório para o Desenvolvimento Económico e Social daquela universidade, coloca nas últimas posições os concelhos de Vinhais e Sabugal, no Norte e Centro do país.

O índice baseia-se no anuário estatístico de 2004 do Instituto Nacional de Estatística sobre o qual foi aplicada «uma metodologia original e inovadora», segundo Pires Manso, professor catedrático da UBI e responsável pelo ODES, autor do trabalho juntamente com Nuno Simões, técnico do Observatório.

«O índice tem em conta centenas de variáveis quantitativas, como o Produto Interno Bruto (PIB) ou o consumo, e variáveis qualitativas como a disponibilidade de bens culturais e outros de difícil medição», explica.

Através de «técnicas estatísticas mais simples e outras mais elaboradas, como as multivariadas, caso da análise factorial», o índice avalia cada concelho em três factores: educação e mercado de emprego; infra-estruturas; ambiente económico e habitacional.

Lisboa lidera a tabela com um Indicador de Qualidade de Vida (IQV) de 205,07 pontos enquanto Sabugal (Guarda) ocupa a última posição (278ª) com um IQV de 5,29.

«Da análise do ranking, e começando pelo topo, é de realçar a posição dos municípios de área da Grande Lisboa e os do Algarve, que ocupam, no seu conjunto, 14 das primeiras 20 posições da lista ordenada», destaca Pires Manso.

«Surgem igualmente bem classificados», no grupo dos 20 primeiros, «os municípios de São João da Madeira (3º) e Porto (4º), ambos na região Norte, os municípios de Aveiro (10º), Coimbra (15º) e Marinha Grande (16º), na região Centro, e Sines (20º), o município melhor representado do Alentejo», sublinha.

«Olhando para fundo do ranking, a grande conclusão que se tira é que os últimos lugares são maioritariamente ocupados por municípios do Norte e Centro do país: dos últimos 50 lugares, 43 pertencem a municípios destas duas regiões», acrescenta o investigador.

Para além do ranking, Pires Manso coloca a ênfase do trabalho no facto de mostrar «como é importante a selecção dos indicadores quando se pretende medir a qualidade de vida. Apesar dos resultados, no geral ,não diferirem muito do esperado, permitem detectar casos particulares de sucesso».

Os primeiros 20 classificados por IQV: Lisboa 205,07; Albufeira 181,04; São João da Madeira 168,57; Porto 161,05; Sintra 158,73; Lagos 158,51; Cascais 148,57; Lagoa 143,95; Vila Franca de Xira 142,82; Aveiro 142,81; Loulé 141,43; Portimão 140,04; Oeiras 135,78; Faro 134,13; Coimbra 133,45; Marinha Grande 131,56; Vila Real de Santo António 130,86; Amadora 130,32; Palmela 128,77; Sines 128,65.

Os últimos 20 classificados por IQV: Murça 32,55; Figueira de Castelo Rodrigo 31,71; Penedono 30,35; Idanha-a-Nova 30,16; Mondim de Basto 28,97; Cinfães 28,42; Vila Flor 27,98; Carrazeda de Ansiães 27,46; Valpaços 26,56; Vila Nova de Foz Côa 25,09; Alcoutim 23,56; Penamacor 21,89; Boticas 19,34; Terras de Bouro 18,33; Aguiar da Beira 14,97; Penalva do Castelo 14,43; Pampilhosa da Serra 13,69; Resende 12,72; Vinhais 5,32; Sabugal 5,29.

Diário Digital / Lusa

terça-feira, novembro 13, 2007

Presidente da autarquia justifica o endividamento, mas não o contestou na altura apropriada.

Notícia 1

Inicialmente, a lista era composta por 74 municípios, mas à medida que foram sendo notificados e apresentado o contraditório por parte dos autarcas, foi sendo reduzida.

Em Setembro foram notificados os 22 municípios, mas só 20 responderam: Mondim de Basto e Nazaré não apresentaram qualquer resposta.

Notícia Completa - Diário Digital


Notícia 2

O presidente da Câmara de Mondim de Basto, incluída na lista das que poderão ser penalizadas por excesso de endividamento, disse hoje à Lusa que a autarquia vai conseguir pagar algumas das suas dívidas nos próximos tempos.

O social-democrata Pinto de Moura sustentou que a situação de ultrapassagem dos limites de endividamento se deveu «a atrasos na chegada de fundos comunitários destinados a pagar projectos em curso no concelho».

«Mal as dívidas à autarquia sejam pagas, nós poderemos também pagar o dinheiro que devemos», afirmou o autarca.

Notícia Completa - Diário Digital



Doze autarquias confirmadas com excesso de dívidas

O limite ao endividamento foi confirmado em 12 dos 22 municípios notificados em Setembro num valor que totaliza 36,8 milhões de euros, de acordo com dados a que a agência Lusa teve hoje acesso.

Na sequência do processo de apuramento de valores finais, foram notificados em Setembro 22 municípios que teriam ultrapassado o limite de endividamento líquido de 2006 e pelo menos um dos limites de endividamento de 2007.

Daquela lista, restam agora 19 municípios no processo, uma vez que três saíram, sete viram os valores revistos e 12 confirmados.

Para estes 12 municípios estão previstas reduções de dez por cento no valor mensal a transferir do Fundo de Equilíbrio Financeiro (FEF), mas a situação será reapreciada no primeiro semestre de 2008, após análise da evolução do endividamento municipal verificado em 2007.

São os seguintes os 12 municípios e respectivos valores:

Ansião (PSD) - excesso de endividamento 1.269.956,46 euros. Valor da redução mensal 37.600 euros. Número de reduções do FEF 34.

Castelo de Paiva (PSD) - Excesso endividamento 1.082.085,26 euros. Redução mensal do FEF 40.687 euros. Números de reduções 27.

Fornos de Algodres (PSD) - Excesso endividamento 3.064.311,31 euros. Redução mensal 31.238 euros. Reduções 99.

Guarda (PS) - Excesso endividamento 1.448.033,86 euros. Redução mensal 90.699 euros. Reduções 16.

Lisboa (PS) - Excesso endividamento 10.044.461,04 euros. Redução mensal 261.402 euros. Reduções 39.

Lourinhã (PS) - Excesso endividamento 1.264.972,17 euros. Redução mensal 31.302 euros. Reduções 41.

Mondim de Basto (PSD) - Excesso endividamento 496.031,67 euros. Redução mensal 42.283 euros. Reduções 12.

Ourique (PS) - Excesso endividamento 103.941,08 euros. Redução mensal 48.067 euros. Reduções 3.

Santarém (independente/PSD) - Excesso endividamento 3.806.923,61 euros. Redução mensal 79.147 euros. Reduções 49.

São Pedro do Sul (PSD) - Excesso endividamento 1.561.700,13 euros. Redução mensal 58.357 euros. Reduções 27.

Vila Nova de Gaia (PSD) - Excesso endividamento 11.929.661,12 euros. Redução mensal 106.480 euros. Reduções 113.

e por fim Vouzela (PSD) - Excesso endividamento 740.905,41 euros. Redução mensal 38.851 euros. Reduções 20.

terça-feira, novembro 06, 2007

Estamos a comprometer o futuro.

Região Norte despovoada e envelhecida


Uma região com um território despovoado e envelhecido. E marcado por fortes assimetrias entre o litoral e o interior. Foi este o diagnóstico traçado, ontem, pela professora Teresa Sá Marques, na síntese final do debate promovido pelo Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) e subordinada ao tema "A Região Norte de Portugal: dinâmicas de mudança social e recentes processos de desenvolvimento".

Escutaram-se notas de pessimismo sobre a região "Somos das regiões com piores indicadores ao nível europeu", disse a investigadora do departamento de Geografia da FLUP que, socorrendo-se do estudo realizado, fez um paralelismo entre a década de 80 e os tempos actuais: "Vive-se melhor do que há 20 anos, mas as dinâmicas não foram suficientes. Numa sociedade marcada pela globalização, quem ficar para trás fica ainda mais atrasado", concluiu.

Em sua opinião, a região Norte continua caracterizada pelo envelhecimento e aumento do número de idosos e, como tal, a exigir uma resposta concertada no âmbito social. Na sinopse final deste estudo, a oradora falou do Vale do Tâmega e implicitamente criticou as políticas dos últimos anos. "Andamos a falar do vale do Tâmega há mais de 20 anos. É o maior problema ao nível nacional. É uma das sub-regiões com maior densidade demográfica, mas onde são registados os piores indicadores. Estamos a comprometer o futuro", avisou Teresa Sá Marques. Sem adiantar receitas para mudar este estado de coisas, a investigadora alertou "Tem de existir uma nova ambição para aquele território", concluiu.

Sem dinâmica cultural

O sociólogo João Teixeira Lopes, da FLUP, abordou a dicotomia entre políticas e práticas culturais no Norte do país e, ao JN, fez uma retrato negativo.

Em sua opinião, a região Norte tem equipamentos culturais sub-aproveitados e, na maioria dos casos, sem um projecto cultural consentâneo com as realidades. A política de apoios das autarquias também mereceu reparos"As despesas municipais são marcadas por uma concepção tradicionalista, isto é, muitas câmaras limitam-se a apoiar os jogos e associações desportivas, mas sem um projecto. Em muitos casos, os pavilhões estão vazios", lamentou.

Já o investigador Carlos Manuel Gonçalves, coordenador do projecto e igualmente professor da FLUP, abordou as "dinâmicas do mercado de trabalho" e, em declarações ao JN, mostrou-se igualmente céptico quanto ao desenvolvimento desejado para a região "Nos últimos 20 anos, a mulher entrou mais facilmente no mercado de trabalho, mas registou-se um decréscimo no sector agrícola e terciário. O desemprego continua a atingir mais os jovens e as pessoas com idades superiores a 45 anos", concluiu o investigador da FLUP.

Manuel Vitorino

quarta-feira, outubro 10, 2007

Barragem de Fridão


Aqui fica uma imagem, proveniente do PROGRAMA NACIONAL DE BARRAGENS COM ELEVADO POTENCIAL HIDROELÉCTRICO, onde é possível ficar com uma ideia da nova bacia do rio Tâmega.

A laranja a localização das duas actuais travessias do Rio Tâmega e Cabril.