terça-feira, setembro 26, 2006

Jovens atletas têm transporte gratuito

As camadas jovens dos clubes desportivos de Celorico de Basto podem contar com transporte gratuito para treinos e jogos de competição. A decisão partiu da Câmara, após proposta do vereador do Desporto, Joaquim Mota e Silva, justificada com o facto de os clubes "manterem ocupado um grande número de jovens, proprorcionando-lhes o acesso ao desporto de competição desportiva", trabalho que o autarca considera levar a "uma maior coesão social".

Serão cerca de 170 jovens, que frequentam sobretudo o Clube Desportivo Celoricense, o Mota Futebol Clube, o Sport Clube Fermilense e o Basket Clube de Celorico de Basto, que vão beneficiar da medida.

Para o vereador, "está a apostar-se num apoio directo à formação", em detrimento da "atribuição de subsídios financeiros que não devem servir para pagar salários a jogadores porque os dinheiros públicos não devem ser aplicados dessa maneira".



JN

Ao colocar este artigo, faço-o porque concordo com esta iniciativa. Mais concordo a ser verdade o que é dito no final. Mesmo que para antingir este objectivo fosse necessário fazer um novo esforço financeiro, não tenho dúvidas de que ele seria justificável e rentável a médio prazo. Mas se a ideia é retirar de uma atribuição "injusta" para investir desta forma, então, melhor ainda.

Já não é a primeira vez que vimos um dirigente político ter a coragem (ou a percepção de que afinal esta é cada vez mais a posição que melhores resultados políticos lhe trará) de assumir estas posições. Uma coisa é certa, pode demorar mais ou menos tempo, mas algo terá que mudar na gestão dos clubes para que possam continuar a ser suportados por dinheiros públicos. Safar-se-ão os que se anteciparem, passando a prestar realmente serviço público às comunidades onde se inserem.

Por outro lado, vemos uma autarquia "olhar" para o tansporte como um investimento em vez de uma despesa insuportável como muitas vezes é classificada por estes lados. Com esta atitude, a autarquia promove a dinamização dos clubes, levando até eles mais atletas, e corrige assimetrias na oferta desportiva do seu concelho permitindo a uma criança que resida fora da sede do concelho (e fora do concelho) ter acesso às mesmas actividades desportivas.

domingo, setembro 24, 2006

Governo divulga câmaras impedidas de recorrer a créditos

Depois de a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) ter ameaçado cortar os apoios aos serviços do Estado, o Governo decidiu divulgar a lista das 70 câmaras que ficarão impedidas de recorrer aos créditos, contrariando os dados avançados pela associação presidida por Fernando Ruas, informa hoje o Correio da Manhã.

A ANMP acusa o Governo de querer barrar o acesso ao crédito a 205 municípios até 2014, mas o secretário de Estado da Administração Local, Eduardo Cabrita, assegurou que são apenas 70.

Do total das câmaras impedidas de recorrer a créditos, Marco de Canaveses foi a que mais ultrapassou o limite de endividamento: 267%.

O Correio da Manhã publica hoje a lista das 70 autarquias que perdem capacidade de endividamento:

Alpiarça, 157%; Amares, 171%; Ansião, 112%; Armamar, 170%; Aveiro, 216%; Barreiro, 117%; Calheta (São Jorge), 196%; Carrazeda De Ansiães, 169%; Castanheira De Pêra, 181%; Castelo De Paiva, 195%; Celorico Da Beira, 181%; Chamusca, 109%; Condeixa-A-Nova, 108%; Covilhã, 227%; Espinho, 101%; Faro, 101%; Figueira Da Foz, 147%; Fornos De Algodres, 137%; Fundão, 168%; Gouveia, 161%; Guarda, 136%; Lajes Das Flores, 205%; Lisboa, 158%; Machico, 198%; Maia, 180%; Manteigas, 120%; Marco De Canaveses, 267%; Mesão Frio, 104%; Moimenta Da Beira, 104%; Monção, 124%; Monchique, 117%; Mondim De Basto, 175%; Montemor-O-Velho, 173%; Mourão, 177%; Murça, 120%; Nazaré, 107%; Odivelas, 157%; Oliveira De Azeméis, 133%; Oliveira De Frades, 107%; Ourém, 110%; Ourique, 178%; Ovar, 101%; Paredes De Coura, 122%; Portalegre, 115%; Porto Moniz, 113%; Povoação, 107%; Reguengos De Monsaraz, 119%; Ribeira Grande, 116%; Rio Maior, 125%; Santa Comba Dão, 150%; Santarém, 159%; São Pedro Do Sul, 194%; Sátão, 127%; Seia, 164%; Seixal, 121%; Sesimbra, 130%; Setúbal, 131%; Sines, 192%; Soure, 112%; Tarouca, 102%; Torre De Moncorvo, 114%; Torres Novas, 144%; Trancoso, 124%; Vale De Cambra, 185%; Velas, 180%; Vila Da Praia Da Vitória, 131%; Vila Do Conde, 164%; Vila Franca Do Campo, 194%; Vila Nova De Poiares, 172% e Vouzela, 147%.

sexta-feira, agosto 25, 2006

NUTs novamente!

Numa recente entrevista ao "Clarim do Norte", o presidente de Celorico de Basto, AlbertinoMota e Silva, sustenta a sua opção em aderir à NUT do Tâmega e diz não conseguir compreender a atitude dos restantes concelhos da região de basto. Algumas citações:
"Nós vivemos no Vale do Tâmega, portanto custa-me às vezes comprender que outras pessoas não sigam esta filosofia. Celorico de Basto está encaixado no Vale do Tâmega. Mondim, do lado de lá, também está, pronto, mas vai para o Ave."
Questionado sobre os possiveis motivos do abandono dos outros concelhos respondeu:
"Não sei, sairam por causa de interesses. Há pessoas que procuram petiscar num lado e noutro. Se a pessoa puder jogar em vários tabuleiros..."
Mais à frente explica um pouco o porquê de defender uma NUT Tâmega com os concelhos da região de basto:
"Nós somos das zonas mais carenciadas e mais pobres do país. Eu acho que se este Governo tiver bons propósitos de querer acudir e ajudar a que as zonas mais desfavorecidas de desenvolvam, tem aqui uma boa oportunidade. E para isso devemos estar juntos." "Porque se Mondim vai para o Ave, Cabeceiras vai para o Ave, Celorico vai para o Ave, então vamos é, com base na nossa pobreza, ajudar a que os ricos vão buscar um quinhão maior. Normalmente é sempre assim que acontece."
__________________

Esta entrevista, vem de certa forma, reforçar o que aqui já foi escrito sobre este assunto, ou seja, é de todo incompreensivel esta opção por uma NUT que nada tem a ver com a nossa região. Até que surja outra explicação, parece-me que a mais plausivel é a dada pelo Presidente de Celorico de Basto: jogos de interesses, onde se vão safar os mais astutos. Se assim for, vão continuar a ganhar os mesmos, e a história recente diz-nos que Mondim não será certamente.

Parece-me no entanto que este continua a ser um caso que deveria merecer outro tipo de atenção de todos os mondinenses. Esta opção pela NUT, já se percebeu, irá reflectir-se na forma como serão distribuidos os fundos do próximo quadro comunitário a iniciar no princípio do próximo ano. É-me dificil imaginar onde cabe Mondim nas candidaturas de uma NUT Ave. Acessibilidades? Agricultura? Educação? Saúde? Ecónomia?

Lançado o desafio pelo presidende de Celorico, não seria esta uma boa oportunidade para o nosso Presidente explicar aos mondinenses os motivos desta opção?

quarta-feira, julho 26, 2006

JÁ CHEGA...

Por motivos profissionais não me foi possivel estar presente nas festas do
concelho, assim como não estarei presente na feira da terra. Mas como
Mondinense apaixonado que sou, estou sempre atento ao que por ai se passa. E
ao ler o programa da feira da terra, tive a ligueira impressão que alguma
coisa era repetida... então reflecti um pouco e verefiquei a repetição; ( O
Pranto de Maria Parda ), texto levado a cena pela companhia de teatro
filandorra. Ora para os mais destraidos este espectáculo já visitou a Vila
de Mondim no minimo 3 vezes, e da última vez assistiram 14 pessoas... As
questões que ponho são as seguintes; 1 - Será que a companhia de teatro não
tens mais espectáculos???; 2 - Será este espectáculo apropriado para o
certame???; 3 - Será que vale a pena a C.M. manter o protocolo com a
referida companhia???; 4 - Será que não existem mais companhias no país, com
novos espectáculos???
Não é desta forma que se educa e forma públicos...É triste não existir uma
politica cultural.
UM grande abraço e boas festas

Texto enviado por: Malagueta

segunda-feira, julho 17, 2006

Recuperar capelas e criar um circuito

Avançar com um projecto de recuperação da capela do Senhor da Ponte, no concelho de Mondim de Basto, e criar um roteiro religioso fazem parte das intenções da Câmara Municipal local, sendo que, para o efeito, vai contactar as autoridades religiosas.

O autarca Francisco Ribeiro diz que "a ideia vai ser apresentada aos padres. Estamos a falar de três capelas recuperadas e uma não recuperada. Numa primeira fase, partimos para as situadas em Mondim de Basto".

Segundo o autarca, o "Instituto Português do Património Arquitectónico também se pronunciará sobre o assunto".

As capelas em causa são as mais antigas, como a do Souto e a do Senhor da Ponte. As candidaturas não serão feitas pela Câmara Municipal, já que as capelas são propriedade das várias comissões fabriqueiras das diversas freguesias, mas terão o apoio técnico do município para os programas e na ajuda a obter o respectivo financiamento comunitário.

Uma das que fará parte do circuito é a do Souto, o maior investimento feito no concelho de Mondim de Basto. De referir que o custo, em média, da recuperação de outras capelas rondará os 50 mil euros.

JN

Simples, execuível e bastante positivo para a nossa Terra. O impacto que este circuito poderá vir a criar, será sempre mais forte que as quatro capelas isoladamente.
Espero ansiosamente por ouvir mais novidades sobre este projecto autárquico.

sexta-feira, julho 14, 2006

Coisas de "NUTs"!

Confesso que não percebi muito bem a explicação do nosso Presidente, numa recente entrevista ao "Clarim do Tâmega", sobre a reorganização territorial. Ao que parece, de um momento para o outro, vamos abandonar a NUT do Tâmega para passar para a NUT do Ave. Questionado sobre os benefícios para Mondim com esta opção Fernando Pinto respondeu:

"Primeiro uma maior proximidade com a restante comunidade. A NUT do Tâmega é muito grande e tem uma extensão territorial na qual a maior parte dos concelhos pouca afinidade tinham connosco. Nós tínhamos afinidade naturalmente com Celorico, Cabeceiras, Amarante, Marco de Canavezes e Baião. Agora, acrescentando Paços de Ferreira, Penafiel, Paredes, Lousada, Felgueiras, Castelo de Paiva, Cinfães e Resende, concelhos com os quais temos pouca afinidade ao contrário da relação com Fafe ou com Guimarães. Por sua vez, dada a nossa proximidade com essa zona do Ave, pode ser que advenham daí alguns benefícios."


Ora bem, para melhor pereber a afinidade de que fala o nosso Presidente, arranjei um mapa das duas NUTs:


Facilmente se percebe com o mapa que a questão da afinidade não se coloca. Por outro lado afirmar que "pode ser que advenham daí alguns benefícios",(pode?) também não me parece argumento válido. Era bom que esta opção fosse tomada de forma transparente. A ser verdade, não o será certamente pelos motivos enunciados.

terça-feira, julho 11, 2006

Desenvolver para não Desertificar.

Pertencente ao distrito de Vila Real, o concelho de Mondim de Basto prima por características únicas, resultantes das influências minhotas e transmontanas.
Fernando Pinto de Moura é há 24 anos presidente da Câmara Municipal de Mondim de Basto e conhece como ninguém as necessidades e preocupações da população que representa.


"O nosso concelho faz fronteira com o Minho e Trás-os-Montes, pelo que podemos identificá-lo com ambas as regiões. Por um lado, beneficiamos de uma zona ribeirinha ao Tâmega que é tipicamente minhota, onde podemos observar um aglomerado disperso da população. Na zona alta da montanha encontramos os aldeamentos especificamente transmontanos, pequenos e juntos. A própria agricultura é dissemelhante e, por isso, dentro destas características, situamo-nos no Centro Norte do País", relata o presidente.
O turismo é uma das alternativas de que a região dispõe para combater a desertificação que afecta, essencialmente, o Interior do País. A beleza torna-se evidente à medida que percorremos os caminhos que nos indicam Mondim de Basto.
O verde dos montes combina na perfeição com a serenidade que tipifica um povo de semblante afável e que ao mesmo tempo exige a elevação da vila e freguesias contíguas a algo maior e mais digno. "Praticamente metade da nossa população de dez mil habitantes reside na vila. As aldeias começam a desertificar-se pelo pouco investimento que se efectua por estas paragens", realçou o autarca.
Para o desenvolvimento da vertente turística na região, prevê-se a criação de uma unidade hoteleira de quatro estrelas. "No entanto, isto não é suficiente, o turismo será a única hipótese de nos impulsionarmos e contrariarmos o processo de desertificação. É necessário realizarem-se investimentos nesse sentido".
Dentro do que é humanamente possível, a Câmara Municipal luta por trazer à terra algum progresso. Os investimentos ao nível da aplicação de infraestruturas serão uma realidade para o presente ano.
O saneamento básico e o abastecimento de água serão projectos que, durante o actual mandato, representarão seguranças para a população de Mondim de Basto: "No momento, só a sede de concelho é que dispõe de saneamento básico, pelo que este se impõe como uma urgência para nós. Entrámos já em conversações com as Águas do Ave para completar a rede".
Outras obras existem para implementar e que se constituem como a remodelação do edifício dos paços do concelho, assim como toda a zona envolvente exterior.
As várias infraestruturas que servem já o concelho estão aptas para continuar a funcionar e, também, para evoluir. "Na educação possuímos bons recursos físicos, inclusive, a Escola EB 2,3/S foi renovada há três anos. O edifício do centro de saúde, já construído durante a minha presidência, tem boas condições, o único problema é que os médicos têm dificuldade em fixar-se. Temos médicos competentes, mas infelizmente são poucos", realçou.
A cultura é outra área que não passa ao lado da Câmara Municipal de Mondim de Basto, que tem vindo a apoiar diversas iniciativas de apreciável valor: "Possuímos uma óptima casa da cultura onde funciona a escola de música, uma associação que coloca em prática diversas actividades, como a pintura e a dança. Temos ainda o espaço Internet e outras colectividades".
Talvez o maior obstáculo que permanece na terra seja o facto de as acessibilidades serem fracas e deficientes, pelo que o presidente refere, "temos um concelho onde só existe uma estrada nacional que nos liga a Vila Real, todas as outras são municipais. No entanto, temos já a indicação e um projecto já feito da continuidade da variante do Tâmega que liga Celorico de Basto a Amarante. Com a ligação a Mondim de Basto ficaremos mais bem servidos em termos de acessibilidades".
Fernando Pinto de Moura aponta a ingenuidade como o factor decisivo para ter enveredado pelo caminho autárquico, mas o seu amor pela terra que o viu nascer, levou a que alterasse em muito as condições e o modo de vida desta população.
Apesar de muitos anos terem passado e de as dificuldades serem também bastantes, a luta é a palavra de ordem num concelho que se quer melhor aproveitado e dignificado.

Sendo esta uma publicação com distribuição nacional, não posso de forma alguma discordar com o seu conteúdo. Em causa está a imagem e promoção do nosso concelho. E essa tem que ser obrigatóriamente positiva.

Se analisado domésticamente, aí o caso muda de figura. Quando lemos o diagnóstico traçado pelo nosso presidente, ficamos sempre com a impressão que este é o seu primeiro mandato. Aponta a falta de investimento nas aldeias como factor de desertificação, situação que, até dá titulo da entrevista. Será que só agora passou a prioridade? Mas passou mesmo? Se passou é caso para dizer que se trata de um mal menor, mais vale tarde que nunca. Congratulo essa recente tomada de consciência. De concreto ficamos a saber que essa nova prioridade se materializa em dois investimentos, sem margem para dúvidas importantissimos. Abastecimento de água e sanemento. Sobra o abastecimento de água se atendermos que o sanemento passará a ser coisa de privados. Venha ele!

Solução para a desertificação... o Turismo. Sem dúvida! É necessário investimento. Correcto! Mas quais? Esperemos para ver o trabalho do novo pelouro do Turismo! Facto importante também. Aconselho a rever algumas das propostas apresentadas há um ano no fórum da Feira da Terra com o tema: "A Afirmação de Mondim de Basto na área do Turismo"

Por fim destaque para o que é dito sobre a Casa da Cultura e para aquela que parece ser uma batalha finalmente assumida, a dos acessos.

Para que ninguém passe ao lado!

Reparei na forma massiva como foi distribuido um suplemento do "O Primeiro de Janeiro" sobre o nosso concelho. Porque não se "provoca" este tipo de distribuição cada vez que, no mesmo jornal, é anuciado um concurso de emprego na nossa autarquia?

sexta-feira, julho 07, 2006

46 mil euros para projecto arqueológico

Um projecto de investigação arqueológico, desenvolvido em Mondim de Basto, no âmbito do concurso "Plano Nacional de Trabalhos Arqueológicos de 2005/2009", promovido pelo Instituto Português de Arqueologia (IPA), foi contemplado com um apoio de 46 mil euros.

O projecto, que visa a valorização do património arqueológico da vertente oeste do monte da Senhora da Graça, tem a duração de quatro anos e será realizado por arqueólogos e outros especialistas. Refira-se ainda que no âmbito do protocolo assinado entre a Câmara e a Universidade do Minho, tem início, na segunda-feira e até 4 de Agosto, a VIII campanha de escavações arqueológicas no Crastoeiro, em Mondim de Basto




Sobre o mesmo assunto podem também consultar:
A Voz de Trás-os-Montes

quinta-feira, junho 29, 2006

Novo mapa judicial reduzido a 30 circunscrições

O secretário de Estado-adjunto e da Justiça a anunciou ontem que o mapa judicial nacional ficará reduzido até ao final do ano a 30 circunscrições, desaparecendo as actuais comarcas, círculos e distritos judiciais.

José Conde Rodrigues explicou que esta é a proposta do Governo para a reorganização do mapa judicial e do novo modelo de gestão dos tribunais, que deverá entrar em vigor até ao final do ano, começa a ser discutida com os parceiros já hoje, numa conferência em Lisboa. Nesta conferência, o Ministério da Justiça vai apresentar a magistrados, autarcas, entre outros convidados, as linhas mestras desta reforma, que assenta na agregação de recursos, sem que para já esteja previsto o encerramento de algum dos 208 tribunais comuns existentes no País, segundo garantiu o governante.

?A ideia não é fazer desaparecer tribunais, é agregar esses tribunais e geri-los de um modo diferente?, afirmou.
De acordo com o secretário de Estado, o modelo está ainda dependente de sugestões, mas certo é, para já, o desaparecimento das actuais circunscrições: comarcas, círculos e distritos judiciais.

A nova divisão territorial do mapa judicial assentará em circunscrições mais alargadas, que deverão corresponder às delimitações territoriais utilizadas para a distribuição de fundos comunitários, as chamadas NUTs III; Nomenclaturas Unitárias Territoriais.

Seguindo o exemplo das NUTs, na região Norte poderiam surgir as seguintes circunscrições judiciais: Minho-Lima, Cávado, Ave, Grande Porto, Tâmega, Entre Douro e Vouga, Douro e Alto de Trás-os-Montes.

Segundo o secretário de Estado, ainda não existe uma denominação para as novas circunscrições, que terão, cada uma, um responsável pela gestão e um juiz presidente, a quem competirá definir a localização e distribuição dos recursos, tendo em conta factores como o volume de processos, mas também a proximidade do cidadão à justiça.

Actualmente a matriz assenta na comarca (espaço geográfico mais ou menos coincidente com os concelhos). Esta matriz vai desaparecer. Admite--se que a futura unidade de referência venha a ser o tribunal de círculo (que engloba várias comarcas). Mas esta informação não foi confirmada por Conde Rodrigues.

Segundo o secretário de Estado, esta alteração vai afectar, sobretudo, o modelo de gestão dos recursos humanos e não tanto o encerramento de tribunais. O nova unidade de referência vai permitir, designadamente, uma maior mobilidade dos juízes e dos funcionários judiciais. Actualmente, são inamovíveis. Ou seja, a lei limita-os à comarca, mesmo que esteja vazia e a do vizinho a abarrotar.

sexta-feira, junho 23, 2006

O Maior Tapete de Granito do Mundo

Aqui há dias recebemos um comentário "offtopic" que começava assim: "Já que não têm ideias copiem". Fiquei sem perceber se o recado era para o Blog ou para o Executivo Autárquico. Permita-me o autor do comentário que lhe diga, que concordaria com ambas as situações. Se é para o Blog, agradeço porque o conteudo da notícia enviada é realmente interessante. Se é para a Autarquia... bem... concordo ainda mais.

O comentário era a transcrição de uma notícia do JN de 22 de Junho de 2006:

"Tapete" de granito de olho no Guinness
Cinco calceteiros da Câmara fizeram o "tapete" durante uma semana

Chamam-lhe "tapete de granito" porque está na porta de entrada da quinta edição da Feira do Granito de Vila Pouca de Aguiar, que, de hoje a domingo, está patente ao público, junto ao pavilhão gimnodesportivo do Dr. Francisco Gomes da Costa. A verdade é que cinco calceteiros da Câmara suaram as estopinhas, durante uma semana, para concretizar um gigante quadrado com paralelepípedos , com cinco centímetros de aresta, em granito, "riqueza do concelho" que agora pode merecer candidatura ao Guinness, caso se consiga provar que é o "maior tapete em granito do mundo".

O quadrado, que conjuga três espécies de granito certificado (real, amarelo real e cinzento real), pesa várias toneladas e tem, gravada, a frase "capital do granito", desígnio que a Câmara reclama para o concelho. Com dez metros de comprimento e seis de largura, o "tapete", que cobre parte do passeio, foi uma ideia da Câmara de Vila Pouca de Aguiar, que, pela voz do seu presidente, Domingos Dias, "poderá ser o maior do mundo, poderá merecer candidatura ao Guinness, mas, o que é importante, serve para divulgar a principal riqueza do concelho". A indústria de exploração e de transformação de granito emprega, no município, cerca de três mil pessoas.

Visto já como um "ex-líbris", o quadrado em granito servirá, por ora, como ponto de atracção para a feira, que pretende ser também uma festa, onde são esperados 50 mil visitantes. Para além da promoção do granito, e do concelho propriamente dito, o certame tem programados vários espectáculos de circo, musicais e pirotécnicos, bem como provas desportivas. Prevista está, também e para amanhã, a realização das primeiras Jornadas do Granito, que têm como pontos de discussão a recuperação ambiental e paisagística das pedreiras.

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O sucesso de eventos como este assentam em grande parte na originalidade. Por isso mesmo, mais que passar a ideia do evento, é importante realçar os objectivos a que ele se propõe.

Também dependemos económicamente da mesma indústria. Por isso mesmo, é necessário qualificar, certificar e promover o que temos de exclusivo. Hoje é possivel encontrar diversas casas que oferecem o granito "Amarelo Mondim". Dizem-no sem por vezes se aperceberem que Mondim é o nome de um Concelho. Dizem-no como se de uma marca se tratasse. Porque não certificar e registar esta marca? Só posteriormente se poderia promover algo de concreto e com isto oferecer um produto com valor acrescentado.

A quem competiria essa responsabilidade de criar as condições para a promoção e qualificação? Em Mondim estamos habituados a ver a autarquia distinguir muito bem o público do privado. Veja-se a atitude da Câmara de Vila Pouca com a realização desta Feira. Quem fica a ganhar? Quem chama a si o desígnio de "Capital do Granito" ou o ónus das três certificações? Numa altura em que se fala da imagem do município acredito que a certificação do nosso granito seria bem mais benéfico para esse objectivo. Não quero com isto retirar responsabilidade aos industriais, mas não podemos vê-los como principais interessados a partir do momento que são a base da sustentabilidade de um número significativo de familias do nosso concelho. Este argumento, é diversas vezes usado pelos próprios industriais quando nos deparamos com algum problema no sector. Pois bem, a autarquia poderá usa-lo do mesmo modo para sustentar qualquer conselho ou orientação que ache melhor para a rentabilização desta indústria. Afinal, quem ganharia com esta atitude mais interventiva serião todos os mondinenses.

Nota: Abrigado ao anónimo pela ideia, para o blog ou para a autarquia, para a próxima não hesite envie a ideia directamente para casadoeiro@gmail.com


sexta-feira, junho 16, 2006

Vinte Mil

Serve este artigo para assinalar mais um marco na curta vida deste blog. Atingimos os 20.000 visitantes.

De positivo assinalo a sua continuidade pós eleições autárquicas, algo que muitos visitantes duvidaram. Houve mesmo na altura quem atestasse o seu fim, alegando que a sua missão se esgotava aí. Pois bem, o casadoeiro continuou, contando actualmente com 163 artigos, e aproximadamente 3000 comentários.

De negativo assinalo o "desaparecimento" dos nossos colaboradores, facto que se reflecte na "riqueza" do blog. Cada vez mais, o projecto fica associado a uma opinião, ganhando com isso uma conotação "naturalmente" tendenciosa. Se por um lado houve colaboradores que "desistiram", também é criticavel o facto de ninguém aceitar o desafio para colaborar. Somos confrontados todos os dias com opiniões, que esbarram na apatia dos autores que nada fazem para inverter a situação. Da nossa parte, só nos resta repetir o apelo e mostrar-nos disponiveis para colocar os artigos que nos cheguem.

O casadoeiro conta com uma média de visitas diárias assinalavel. Não querendo perder os visitantes e participantes "fieis", e conscientes da necessidade de o "refrescar", prevemos aproveitar o primeiro aniversário para alterar um pouco as "regras do jogo". Pretendemos acima de tudo, encontrar uma solução que permita elevar a qualidade da discução sem colocar em causa a continuidade do projecto.

A todos os que contribuiram para esta marca, fica o nosso agradecimento.

quinta-feira, junho 08, 2006

Bons sinais!!!

Já tivemos oportunidade de abordar algumas vezes neste blog o problema da ligação do Barreiro a Vila Real:
- Connecting People
- Andar 12 quilometros em vez de 800 Metros

Apraz registar a forma decidida como neste momento se está a pressionar as entidades que poderão concluir uma obra essencial para as gentes do Barreiro. Esperemos que seja uma atitude para manter. Desta forma, é de acreditar que a ligação terá o fim desejado.

Desta vez coube aos Bombeiros Voluntários assumir as expensas:

Oitocentos metros de estrada para concluir

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Mondim de Basto, «em nome dos doentes que transporta, todos os dias», em carta dirigida à Câmara Municipal de Vila Real, reclama a conclusão de oitocentos metros de estrada da ligação entre Barreiro, freguesia de Mondim de Basto, a Lamas de Olo (Vila Real). Esta posição surge na sequência do pedido de um grupo de cidadãos, Junta de Freguesia de Ermelo e outras entidades e cuja petição, com mais de trezentas assinaturas, já foi enviada ao Presidente da República, Governo e Assembleia da República. Na missiva, enviada à autarquia de Vila Real, é pedida "compreensão, ao Presidente da Autarquia, para a conclusão das obras", acrescentando: "os doentes das povoações limítrofes que, diariamente, transportamos, nas nossas ambulâncias, para o Hospital de Vila Real, seriam os grandes beneficiados, já que o actual transporte é feito com grande dificuldade, devido ao estado do caminho, ou, então, muitas vezes correndo o risco do socorro ser prestado tardiamente, utilizando outros percursos, mais distantes". Por sua vez, a Câmara Municipal de Vila Real justifica com aquilo que vem sustentando, há muito, através do seu Presidente, Manuel Martins: "se o Estado financiar, com 70% do custo da obra, nós daremos o resto. Se não, não temos possibilidades. Há prioridades, no concelho, em termos de investimento"- concluiu.
José Manuel Cardoso, in A Voz de Traz-os-Montes

Reconstrução dos Paços do Concelho

Há alguns dias afirmei a minha intenção de escrever um artigo sobre a obra que recentemente se iniciou. A notícia que podemos encontrar no JN, vem dar o empurrão (confirmação) que faltava.

Reconstrução dos Paços do Concelho


Já começaram os trabalhos de reconstrução do edifício dos Paços do Concelho de Mondim de Basto. Estas as obras terão duas fases na primeira, o projecto prevê a ampliação das instalações da Câmara Municipal e a reabilitação da Casa do Eirô de Cima. Esta empreitada terá a duração aproximada de um ano.

A segunda fase consistirá na transformação do actual armazém da Câmara Municipal e na sua adaptação para edifício da Assembleia Municipal, com auditório de 98 lugares sentados e instalações de apoio.

A intervenção inclui o tratamento dos espaços exteriores, confirmando a ideia de transformar em zona essencialmente pedonal o Largo Conde de Vila Real.

A Câmara classifica estes trabalhos como "essenciais, quer para a imagem que o município pretende passar para o exterior, quer para a funcionalidade dos seus serviços". Permitirá, por outro lado, melhorar as condições de trabalho dos funcionários da Autarquia e, "consequentemente, um melhor atendimento aos munícipes".

A primeira fase da obra tem um orçamento global de cerca de um milhão de euros, enquanto para a segunda será de 1,8 milhões de euros.

Almeida Cardoso

São inúmeros os projectos e actividades que ficam pelo caminho com o argumento (por vezes desculpa???) que o tempo é de "vacas magras" e a ordem é "apertar o cinto". Parto do princípio que é nestas alturas que a tabela de prioridades ganha ainda mais relevância. Se os recursos são escassos, façamos o que realmente importa.
Pois bem, num concelho que conta anualmente com aproximadamente 1,5 milhões de euros de fundos próprios para investir, a prioridade parece ser uma obra que custará no final 2,8 milhões, comparticipada somente a 30%, segundo o orçamento, o que deixa a Autarquia com um encargo de 1,96 milhões de Euros. Ou seja, um ano do dinheiro reservado para investimentos é consumido por esta obra.

Percebe-se na notícia que os objectivos deste enorme sacrifício são:
- Melhorar as condições de trabalho dos funcionérios da Autarquia. (Entre outras coisas a obra incluí um parque de estacionamento para os ditos funcionários. Não será isto um luxo????)
- Melhorar a imagem para o exterior.
- Melhorar as condições de trabalho dos deputados da Assembleia Municipal.

Não tenho dúvidas de que poderemos estar prestes a assistir a uma remodelação que cumprirá os objectivos a que se propõe. Mas serão estes objectivos, tendo em conta os recursos que irá consumir, prioritários nesta fase?

sexta-feira, junho 02, 2006

O camionista não sabe em que dia é a Feira?

Está quase a fazer um ano que se utilizou formalmente pela primeira vez o espaço que se destina a receber a Feira em Mondim de Basto. Passado este tempo, a feira estende-se cada vez mais pelas ruas da Vila... entupindo-as.

Iniciou-se recentemente uma obra que visa recuperar e alargar o edifício da Câmara Municipal (para breve um artigo sobre o assunto). Não é que hoje estava previsto um descarregamento de matéria prima para a obra?
- Ohhh Sr Camionista!!!! Então você não sabe que hoje é dia de Feira? Pois é!!! Toca a pegar nesse "cimentinho fresco" e vá colocá-lo noutra obra ou devolva-o ao destino.
Visto bem as coisas, os homens não devem ter achado mesmo solução. Não existe! Em dias de Feira não há camião que ali chegue.

Dá vontade de fazer a pergunta que tanto se houve em Mondim: E se fosse uma ambulância? Essa sempre teria mais sorte... ia por Pedra Vedra. Enquanto isso continuamos com o novo Espaço de Feira a servir só um dos seus propósitos: Parque de Estacionamento. Porquê?

sexta-feira, maio 26, 2006

Mondim e as suas «sedes» de freguesia

Aqui fica uma artigo de opinião que podemos encontrar no "A Voz de Trás-os-Montes" , da autoria de Lúcio Machado.

Mondim e as suas "sedes" de freguesia

Com a inauguração do novo espaço (remodelado) da Junta de Freguesia de Mondim de Basto, passamos a ter, para além deste, três outros espaços de gestão de 3 freguesias, em Mondim Basto. Parece um enigma, mas não é! O «Quiosque Martins» tem uma afluência maior, dos cidadãos de Mondim de Basto, que o novo espaço inaugurado. A ?Auto Machado? recebe, também, uma grande parte dos vindos da freguesia de Atei. O «Stand Auto Stop» recebe os de Vilar de Ferreiros. Não quero com isto ferir sensibilidades de ninguém, muitos menos os Presidentes de Junta em causa, pois são vítimas do sistema e, em particular, pelos dois primeiros tenho estima pessoal. Pretendo, apenas, alertar os cidadãos de que, hoje em dia, o serviço público não pode nem deve ser exercido ou solicitado nos cafés, na rua ou demais locais. Existem locais próprios, com condições para tal, e a responsabilidade de um Presidente de Junta, não se remete à simples simpatia de rua ou de ocasião, de que o cidadão tanto gosta, mas, sim, à execução, com as limitações que possuem, de obras e resolução de problemas. Mudam-se os tempos e as exigências também. Considero, ainda, que um aspecto a melhorar, para além da postura dos próprios cidadãos, em que me incluo também, é a remuneração àqueles, vergonhosa para o trabalho que executam. Exigimo-lhes cada vez mais e remuneramo-los com trocos. Temos vários Deputados da República que trabalham, significativamente, menos que estes e que são pagos a peso de ouro, pela gravata e fato de ocasião.

Hoje, os Presidentes de Junta são gestores quase a tempo inteiro, mesmo nas freguesias mais pequenas, pois estas, pelo seu tamanho, não significa que tenham menos problemas, menos solicitações. E não nos esqueçamos, também, que estes homens têm emprego e vida pessoal.

Fica o alerta, para que todos ganhemos com isto. Profissionalismo na gestão e decisão significa melhoria da qualidade de vida para todos. O tempo dos sorrisos já lá vai. Hoje, estes homens quase não têm tempo para rir, e, se o têm, é porque não executam nem decidem.

Deixemo-los trabalhar, mas crie-se condições, para que o seu trabalho seja facilitado, para o bem de todos.

segunda-feira, maio 22, 2006

Mondinense mantem-se na 3ª Divisão Nacional.

Aqui fica a notícia do JN sobre este assunto:

Regatear o jogo até ao apito final

Num jogo dramático para as duas equipas, o Mondinense levou a melhor e conseguiu um triunfo justo, mas muito regateado pelo Vinhais que tudo fez para evitar o desaire. Com uma moldura humana significativa, as duas formações ofereceram um espectaculo emotivo, aqui e acolá com alguns lances de bom futebol. Entrou melhor o Vinhais que teve até a primeira oportunidade para marcar, mas o Mondinense recompôs-se e passou a dominar. Uma falta de Zé Luis sobre Catana quando este seguia isolado , deu origem à grande penalidade de que resultou o primeiro golo. Na segunda parte, voltaram os forasteiros a mostrar inconformismo, mas não foi o suficiente para contrariar os argumentos mais fortes do Mondinense. A turma local seria mesma aquela que disfrutaria de mais oportunidades para marcar, o que viria a consegui por Rómulo, solicito aum cruzamento de Nelsinho. No fim festa para os minhotos, quie asseguram a permanância na 3.ª Divisão, tristeza para o Vinhais que regressa aos Distritais. Boa arbitragem.

sexta-feira, maio 19, 2006

Financiamento ao futebol! Novamente!

As promessas são para cumprir. E assim será em Paredes, onde o actual presidente prometeu em campanha que cortaria o financiamento ao futebol senior dos clubes da região. Pretendo pegar neste exemplo não pelo corte no financiamento mas sim pelos argumentos que os dirigentes dos clubes alegam para evitar o corte.

Nenhum presidente vem para a praça dizer que não se pode cortar o financiamento porque o futebol senior promove o concelho, ou porque oferece momentos de lazer ao domingo de tarde a quem quer assistir ao espectáculo. Não!! O único argumento prende-se com as camadas jovens:
O União de Paredes alega que não é só futebol senior:"Temos ATL, academia de dança, escolinha de futebol e formadores dos mais reputados que há no mercado desportivo", frisa Fernando Valente, director-geral do clube.
"Joaquim Barbosa, dirigente do Futebol Clube de Rebordosa, reclama que seja mantida a mesma verba de 60 mil euros por época. "Estamos com 150 jovens na formação e preocupamo-nos com a educação deles. Se o presidente cortar a verba, não teremos condições para andar com isto para a frente", lamenta-se."
Nos "Aliados de Lordelo", terra-natal de Celso Ferreira, a medida é aceite incondicionalmente. "Concordo em absoluto porque o dinheiro servia, apenas, para os clubes pagarem a jogadores de futebol. Não queremos dinheiro, queremos infra-estruturas, porque temos um campo pelado e um único balneário para as escolas, atletas e para a comunidade", afirma Manuel Ribeiro, dirigente do clube.
Este ùltimo concorda inclusivé com o corte.


Conclusão, se há argumento que justifica a atribuição de verbas municipais a um clube, esse argumento é a formação. Formação enquanto ocupação de tempos livres e educação a vários níveis. Depois as infraestruturas. Justica-se o investimento em infraestruturas, mas... infraestruturas que sirvam os atletas e a comunidade. E menos importante, mas aceitável, justifica-se o investimento no futebol senior como veículo de promoção do concelho (parece que esta semana aparecemos no boletim do totobola).

Depois disto resta-me desejar um bom resultado para o MFC este fim-de-semana, lá estarei a apoiar, certo de que para o ano teremos um MFC novamente na 3º divisão, com um plantel senior de contenção, realista, e uma aposta séria nas camadas jovens. Justificando desta forma os apoios das entidades locais, obviamente!!!

terça-feira, maio 09, 2006

A gestão dos NOSSOS impostos

Na última Assembleia Municipal, que decorreu no dia 28 de Abril foi solicitado um pedido de esclarecimento, por parte do Membro António Luís (ex Presidente da Junta de Ermelo), dado que tinha que recebido uma nota de culpa do PSD, tendo esta origem numa participação ao Partido Social Democrata dos autarcas da Câmara e por todos os elementos da Assembleia Municipal do PSD, tendo sido enviada em envelope da Câmara Municipal e com o respectivo pagamento a ser realizado pela Câmara de Mondim.


Na nota de culpa enviada ao referido Membro, foi-lhe também enviada a cópia do envelope e do recibo de envio do Express Mail, no valor 9,66 Euros, conforme se comprova nas imagens.


Podem consultar a data em que foi enviado o objecto ED160069079PT (canto superior direito, por baixo do código de barras) e verificar a data de envio e recepção na página dos CTT - pesquisa de objectos.

Tendo em conta, que a referida participação foi assinada por todos os Autarcas do PSD da Câmara Municipal e Assembleia Municipal, foi solicitada uma explicação, a que o Senhor Presidente da Assembleia respondeu que era "uma questão interna de um partido". Eu pergunto, mas se é uma questão politica qual foi a necessidade de enviar em envelope da Câmara? A Assembleia Municipal não é o órgão fiscalizador do órgão executivo, será que o Senhor Presidente da Assembleia não devia pedir explicações ou abrir um inquérito sobre esta situação?

É verdade que as questões que deram origem à participação referenciada, não dizem respeito à Assembleia Municipal, mas o envio da referida participação em envelope da Câmara Municipal, sendo os custos imputados a esta instituição gerida com recursos públicos, são passíveis de uma explicação muito séria.

Porque é que uma participação a um partido, tem que ser paga por todos nós?
Porque é que o Senhor Presidente da Assembleia não deu os esclarecimentos necessários sobre esta questão, tendo em conta que ele também foi umas das pessoas que assinou a participação?


Palavras para quê ?

sexta-feira, maio 05, 2006

Conheces o Concelho?

Ora boas!
Esta é uma rubrica que esteve ausente por algum tempo do nosso blog. Desta vez trazemos um edifício, que pelo estado em que se econtra facilmente se percebe que já deu o que tinha a dar... ou será que não?



Logo numa das fachadas começamos a perceber com o que nos vamos deparar. Os sinais de desgaste são evidentes.


O uso e as intempéries são implacáveis para com as pinturas e o betume das janelas.


Quantas horas de luz nos terá oferecido este objecto pronto a servir de vaso? Este e mais uma dezena de "manos"!!!


A cultura entranhou-se fortemente na estrutura do edifício.

Vamos lá ver quem aceita o desafio... apostem!