quinta-feira, junho 29, 2006

Novo mapa judicial reduzido a 30 circunscrições

O secretário de Estado-adjunto e da Justiça a anunciou ontem que o mapa judicial nacional ficará reduzido até ao final do ano a 30 circunscrições, desaparecendo as actuais comarcas, círculos e distritos judiciais.

José Conde Rodrigues explicou que esta é a proposta do Governo para a reorganização do mapa judicial e do novo modelo de gestão dos tribunais, que deverá entrar em vigor até ao final do ano, começa a ser discutida com os parceiros já hoje, numa conferência em Lisboa. Nesta conferência, o Ministério da Justiça vai apresentar a magistrados, autarcas, entre outros convidados, as linhas mestras desta reforma, que assenta na agregação de recursos, sem que para já esteja previsto o encerramento de algum dos 208 tribunais comuns existentes no País, segundo garantiu o governante.

?A ideia não é fazer desaparecer tribunais, é agregar esses tribunais e geri-los de um modo diferente?, afirmou.
De acordo com o secretário de Estado, o modelo está ainda dependente de sugestões, mas certo é, para já, o desaparecimento das actuais circunscrições: comarcas, círculos e distritos judiciais.

A nova divisão territorial do mapa judicial assentará em circunscrições mais alargadas, que deverão corresponder às delimitações territoriais utilizadas para a distribuição de fundos comunitários, as chamadas NUTs III; Nomenclaturas Unitárias Territoriais.

Seguindo o exemplo das NUTs, na região Norte poderiam surgir as seguintes circunscrições judiciais: Minho-Lima, Cávado, Ave, Grande Porto, Tâmega, Entre Douro e Vouga, Douro e Alto de Trás-os-Montes.

Segundo o secretário de Estado, ainda não existe uma denominação para as novas circunscrições, que terão, cada uma, um responsável pela gestão e um juiz presidente, a quem competirá definir a localização e distribuição dos recursos, tendo em conta factores como o volume de processos, mas também a proximidade do cidadão à justiça.

Actualmente a matriz assenta na comarca (espaço geográfico mais ou menos coincidente com os concelhos). Esta matriz vai desaparecer. Admite--se que a futura unidade de referência venha a ser o tribunal de círculo (que engloba várias comarcas). Mas esta informação não foi confirmada por Conde Rodrigues.

Segundo o secretário de Estado, esta alteração vai afectar, sobretudo, o modelo de gestão dos recursos humanos e não tanto o encerramento de tribunais. O nova unidade de referência vai permitir, designadamente, uma maior mobilidade dos juízes e dos funcionários judiciais. Actualmente, são inamovíveis. Ou seja, a lei limita-os à comarca, mesmo que esteja vazia e a do vizinho a abarrotar.

sexta-feira, junho 23, 2006

O Maior Tapete de Granito do Mundo

Aqui há dias recebemos um comentário "offtopic" que começava assim: "Já que não têm ideias copiem". Fiquei sem perceber se o recado era para o Blog ou para o Executivo Autárquico. Permita-me o autor do comentário que lhe diga, que concordaria com ambas as situações. Se é para o Blog, agradeço porque o conteudo da notícia enviada é realmente interessante. Se é para a Autarquia... bem... concordo ainda mais.

O comentário era a transcrição de uma notícia do JN de 22 de Junho de 2006:

"Tapete" de granito de olho no Guinness
Cinco calceteiros da Câmara fizeram o "tapete" durante uma semana

Chamam-lhe "tapete de granito" porque está na porta de entrada da quinta edição da Feira do Granito de Vila Pouca de Aguiar, que, de hoje a domingo, está patente ao público, junto ao pavilhão gimnodesportivo do Dr. Francisco Gomes da Costa. A verdade é que cinco calceteiros da Câmara suaram as estopinhas, durante uma semana, para concretizar um gigante quadrado com paralelepípedos , com cinco centímetros de aresta, em granito, "riqueza do concelho" que agora pode merecer candidatura ao Guinness, caso se consiga provar que é o "maior tapete em granito do mundo".

O quadrado, que conjuga três espécies de granito certificado (real, amarelo real e cinzento real), pesa várias toneladas e tem, gravada, a frase "capital do granito", desígnio que a Câmara reclama para o concelho. Com dez metros de comprimento e seis de largura, o "tapete", que cobre parte do passeio, foi uma ideia da Câmara de Vila Pouca de Aguiar, que, pela voz do seu presidente, Domingos Dias, "poderá ser o maior do mundo, poderá merecer candidatura ao Guinness, mas, o que é importante, serve para divulgar a principal riqueza do concelho". A indústria de exploração e de transformação de granito emprega, no município, cerca de três mil pessoas.

Visto já como um "ex-líbris", o quadrado em granito servirá, por ora, como ponto de atracção para a feira, que pretende ser também uma festa, onde são esperados 50 mil visitantes. Para além da promoção do granito, e do concelho propriamente dito, o certame tem programados vários espectáculos de circo, musicais e pirotécnicos, bem como provas desportivas. Prevista está, também e para amanhã, a realização das primeiras Jornadas do Granito, que têm como pontos de discussão a recuperação ambiental e paisagística das pedreiras.

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O sucesso de eventos como este assentam em grande parte na originalidade. Por isso mesmo, mais que passar a ideia do evento, é importante realçar os objectivos a que ele se propõe.

Também dependemos económicamente da mesma indústria. Por isso mesmo, é necessário qualificar, certificar e promover o que temos de exclusivo. Hoje é possivel encontrar diversas casas que oferecem o granito "Amarelo Mondim". Dizem-no sem por vezes se aperceberem que Mondim é o nome de um Concelho. Dizem-no como se de uma marca se tratasse. Porque não certificar e registar esta marca? Só posteriormente se poderia promover algo de concreto e com isto oferecer um produto com valor acrescentado.

A quem competiria essa responsabilidade de criar as condições para a promoção e qualificação? Em Mondim estamos habituados a ver a autarquia distinguir muito bem o público do privado. Veja-se a atitude da Câmara de Vila Pouca com a realização desta Feira. Quem fica a ganhar? Quem chama a si o desígnio de "Capital do Granito" ou o ónus das três certificações? Numa altura em que se fala da imagem do município acredito que a certificação do nosso granito seria bem mais benéfico para esse objectivo. Não quero com isto retirar responsabilidade aos industriais, mas não podemos vê-los como principais interessados a partir do momento que são a base da sustentabilidade de um número significativo de familias do nosso concelho. Este argumento, é diversas vezes usado pelos próprios industriais quando nos deparamos com algum problema no sector. Pois bem, a autarquia poderá usa-lo do mesmo modo para sustentar qualquer conselho ou orientação que ache melhor para a rentabilização desta indústria. Afinal, quem ganharia com esta atitude mais interventiva serião todos os mondinenses.

Nota: Abrigado ao anónimo pela ideia, para o blog ou para a autarquia, para a próxima não hesite envie a ideia directamente para casadoeiro@gmail.com


sexta-feira, junho 16, 2006

Vinte Mil

Serve este artigo para assinalar mais um marco na curta vida deste blog. Atingimos os 20.000 visitantes.

De positivo assinalo a sua continuidade pós eleições autárquicas, algo que muitos visitantes duvidaram. Houve mesmo na altura quem atestasse o seu fim, alegando que a sua missão se esgotava aí. Pois bem, o casadoeiro continuou, contando actualmente com 163 artigos, e aproximadamente 3000 comentários.

De negativo assinalo o "desaparecimento" dos nossos colaboradores, facto que se reflecte na "riqueza" do blog. Cada vez mais, o projecto fica associado a uma opinião, ganhando com isso uma conotação "naturalmente" tendenciosa. Se por um lado houve colaboradores que "desistiram", também é criticavel o facto de ninguém aceitar o desafio para colaborar. Somos confrontados todos os dias com opiniões, que esbarram na apatia dos autores que nada fazem para inverter a situação. Da nossa parte, só nos resta repetir o apelo e mostrar-nos disponiveis para colocar os artigos que nos cheguem.

O casadoeiro conta com uma média de visitas diárias assinalavel. Não querendo perder os visitantes e participantes "fieis", e conscientes da necessidade de o "refrescar", prevemos aproveitar o primeiro aniversário para alterar um pouco as "regras do jogo". Pretendemos acima de tudo, encontrar uma solução que permita elevar a qualidade da discução sem colocar em causa a continuidade do projecto.

A todos os que contribuiram para esta marca, fica o nosso agradecimento.

quinta-feira, junho 08, 2006

Bons sinais!!!

Já tivemos oportunidade de abordar algumas vezes neste blog o problema da ligação do Barreiro a Vila Real:
- Connecting People
- Andar 12 quilometros em vez de 800 Metros

Apraz registar a forma decidida como neste momento se está a pressionar as entidades que poderão concluir uma obra essencial para as gentes do Barreiro. Esperemos que seja uma atitude para manter. Desta forma, é de acreditar que a ligação terá o fim desejado.

Desta vez coube aos Bombeiros Voluntários assumir as expensas:

Oitocentos metros de estrada para concluir

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Mondim de Basto, «em nome dos doentes que transporta, todos os dias», em carta dirigida à Câmara Municipal de Vila Real, reclama a conclusão de oitocentos metros de estrada da ligação entre Barreiro, freguesia de Mondim de Basto, a Lamas de Olo (Vila Real). Esta posição surge na sequência do pedido de um grupo de cidadãos, Junta de Freguesia de Ermelo e outras entidades e cuja petição, com mais de trezentas assinaturas, já foi enviada ao Presidente da República, Governo e Assembleia da República. Na missiva, enviada à autarquia de Vila Real, é pedida "compreensão, ao Presidente da Autarquia, para a conclusão das obras", acrescentando: "os doentes das povoações limítrofes que, diariamente, transportamos, nas nossas ambulâncias, para o Hospital de Vila Real, seriam os grandes beneficiados, já que o actual transporte é feito com grande dificuldade, devido ao estado do caminho, ou, então, muitas vezes correndo o risco do socorro ser prestado tardiamente, utilizando outros percursos, mais distantes". Por sua vez, a Câmara Municipal de Vila Real justifica com aquilo que vem sustentando, há muito, através do seu Presidente, Manuel Martins: "se o Estado financiar, com 70% do custo da obra, nós daremos o resto. Se não, não temos possibilidades. Há prioridades, no concelho, em termos de investimento"- concluiu.
José Manuel Cardoso, in A Voz de Traz-os-Montes

Reconstrução dos Paços do Concelho

Há alguns dias afirmei a minha intenção de escrever um artigo sobre a obra que recentemente se iniciou. A notícia que podemos encontrar no JN, vem dar o empurrão (confirmação) que faltava.

Reconstrução dos Paços do Concelho


Já começaram os trabalhos de reconstrução do edifício dos Paços do Concelho de Mondim de Basto. Estas as obras terão duas fases na primeira, o projecto prevê a ampliação das instalações da Câmara Municipal e a reabilitação da Casa do Eirô de Cima. Esta empreitada terá a duração aproximada de um ano.

A segunda fase consistirá na transformação do actual armazém da Câmara Municipal e na sua adaptação para edifício da Assembleia Municipal, com auditório de 98 lugares sentados e instalações de apoio.

A intervenção inclui o tratamento dos espaços exteriores, confirmando a ideia de transformar em zona essencialmente pedonal o Largo Conde de Vila Real.

A Câmara classifica estes trabalhos como "essenciais, quer para a imagem que o município pretende passar para o exterior, quer para a funcionalidade dos seus serviços". Permitirá, por outro lado, melhorar as condições de trabalho dos funcionários da Autarquia e, "consequentemente, um melhor atendimento aos munícipes".

A primeira fase da obra tem um orçamento global de cerca de um milhão de euros, enquanto para a segunda será de 1,8 milhões de euros.

Almeida Cardoso

São inúmeros os projectos e actividades que ficam pelo caminho com o argumento (por vezes desculpa???) que o tempo é de "vacas magras" e a ordem é "apertar o cinto". Parto do princípio que é nestas alturas que a tabela de prioridades ganha ainda mais relevância. Se os recursos são escassos, façamos o que realmente importa.
Pois bem, num concelho que conta anualmente com aproximadamente 1,5 milhões de euros de fundos próprios para investir, a prioridade parece ser uma obra que custará no final 2,8 milhões, comparticipada somente a 30%, segundo o orçamento, o que deixa a Autarquia com um encargo de 1,96 milhões de Euros. Ou seja, um ano do dinheiro reservado para investimentos é consumido por esta obra.

Percebe-se na notícia que os objectivos deste enorme sacrifício são:
- Melhorar as condições de trabalho dos funcionérios da Autarquia. (Entre outras coisas a obra incluí um parque de estacionamento para os ditos funcionários. Não será isto um luxo????)
- Melhorar a imagem para o exterior.
- Melhorar as condições de trabalho dos deputados da Assembleia Municipal.

Não tenho dúvidas de que poderemos estar prestes a assistir a uma remodelação que cumprirá os objectivos a que se propõe. Mas serão estes objectivos, tendo em conta os recursos que irá consumir, prioritários nesta fase?

sexta-feira, junho 02, 2006

O camionista não sabe em que dia é a Feira?

Está quase a fazer um ano que se utilizou formalmente pela primeira vez o espaço que se destina a receber a Feira em Mondim de Basto. Passado este tempo, a feira estende-se cada vez mais pelas ruas da Vila... entupindo-as.

Iniciou-se recentemente uma obra que visa recuperar e alargar o edifício da Câmara Municipal (para breve um artigo sobre o assunto). Não é que hoje estava previsto um descarregamento de matéria prima para a obra?
- Ohhh Sr Camionista!!!! Então você não sabe que hoje é dia de Feira? Pois é!!! Toca a pegar nesse "cimentinho fresco" e vá colocá-lo noutra obra ou devolva-o ao destino.
Visto bem as coisas, os homens não devem ter achado mesmo solução. Não existe! Em dias de Feira não há camião que ali chegue.

Dá vontade de fazer a pergunta que tanto se houve em Mondim: E se fosse uma ambulância? Essa sempre teria mais sorte... ia por Pedra Vedra. Enquanto isso continuamos com o novo Espaço de Feira a servir só um dos seus propósitos: Parque de Estacionamento. Porquê?

sexta-feira, maio 26, 2006

Mondim e as suas «sedes» de freguesia

Aqui fica uma artigo de opinião que podemos encontrar no "A Voz de Trás-os-Montes" , da autoria de Lúcio Machado.

Mondim e as suas "sedes" de freguesia

Com a inauguração do novo espaço (remodelado) da Junta de Freguesia de Mondim de Basto, passamos a ter, para além deste, três outros espaços de gestão de 3 freguesias, em Mondim Basto. Parece um enigma, mas não é! O «Quiosque Martins» tem uma afluência maior, dos cidadãos de Mondim de Basto, que o novo espaço inaugurado. A ?Auto Machado? recebe, também, uma grande parte dos vindos da freguesia de Atei. O «Stand Auto Stop» recebe os de Vilar de Ferreiros. Não quero com isto ferir sensibilidades de ninguém, muitos menos os Presidentes de Junta em causa, pois são vítimas do sistema e, em particular, pelos dois primeiros tenho estima pessoal. Pretendo, apenas, alertar os cidadãos de que, hoje em dia, o serviço público não pode nem deve ser exercido ou solicitado nos cafés, na rua ou demais locais. Existem locais próprios, com condições para tal, e a responsabilidade de um Presidente de Junta, não se remete à simples simpatia de rua ou de ocasião, de que o cidadão tanto gosta, mas, sim, à execução, com as limitações que possuem, de obras e resolução de problemas. Mudam-se os tempos e as exigências também. Considero, ainda, que um aspecto a melhorar, para além da postura dos próprios cidadãos, em que me incluo também, é a remuneração àqueles, vergonhosa para o trabalho que executam. Exigimo-lhes cada vez mais e remuneramo-los com trocos. Temos vários Deputados da República que trabalham, significativamente, menos que estes e que são pagos a peso de ouro, pela gravata e fato de ocasião.

Hoje, os Presidentes de Junta são gestores quase a tempo inteiro, mesmo nas freguesias mais pequenas, pois estas, pelo seu tamanho, não significa que tenham menos problemas, menos solicitações. E não nos esqueçamos, também, que estes homens têm emprego e vida pessoal.

Fica o alerta, para que todos ganhemos com isto. Profissionalismo na gestão e decisão significa melhoria da qualidade de vida para todos. O tempo dos sorrisos já lá vai. Hoje, estes homens quase não têm tempo para rir, e, se o têm, é porque não executam nem decidem.

Deixemo-los trabalhar, mas crie-se condições, para que o seu trabalho seja facilitado, para o bem de todos.

segunda-feira, maio 22, 2006

Mondinense mantem-se na 3ª Divisão Nacional.

Aqui fica a notícia do JN sobre este assunto:

Regatear o jogo até ao apito final

Num jogo dramático para as duas equipas, o Mondinense levou a melhor e conseguiu um triunfo justo, mas muito regateado pelo Vinhais que tudo fez para evitar o desaire. Com uma moldura humana significativa, as duas formações ofereceram um espectaculo emotivo, aqui e acolá com alguns lances de bom futebol. Entrou melhor o Vinhais que teve até a primeira oportunidade para marcar, mas o Mondinense recompôs-se e passou a dominar. Uma falta de Zé Luis sobre Catana quando este seguia isolado , deu origem à grande penalidade de que resultou o primeiro golo. Na segunda parte, voltaram os forasteiros a mostrar inconformismo, mas não foi o suficiente para contrariar os argumentos mais fortes do Mondinense. A turma local seria mesma aquela que disfrutaria de mais oportunidades para marcar, o que viria a consegui por Rómulo, solicito aum cruzamento de Nelsinho. No fim festa para os minhotos, quie asseguram a permanância na 3.ª Divisão, tristeza para o Vinhais que regressa aos Distritais. Boa arbitragem.

sexta-feira, maio 19, 2006

Financiamento ao futebol! Novamente!

As promessas são para cumprir. E assim será em Paredes, onde o actual presidente prometeu em campanha que cortaria o financiamento ao futebol senior dos clubes da região. Pretendo pegar neste exemplo não pelo corte no financiamento mas sim pelos argumentos que os dirigentes dos clubes alegam para evitar o corte.

Nenhum presidente vem para a praça dizer que não se pode cortar o financiamento porque o futebol senior promove o concelho, ou porque oferece momentos de lazer ao domingo de tarde a quem quer assistir ao espectáculo. Não!! O único argumento prende-se com as camadas jovens:
O União de Paredes alega que não é só futebol senior:"Temos ATL, academia de dança, escolinha de futebol e formadores dos mais reputados que há no mercado desportivo", frisa Fernando Valente, director-geral do clube.
"Joaquim Barbosa, dirigente do Futebol Clube de Rebordosa, reclama que seja mantida a mesma verba de 60 mil euros por época. "Estamos com 150 jovens na formação e preocupamo-nos com a educação deles. Se o presidente cortar a verba, não teremos condições para andar com isto para a frente", lamenta-se."
Nos "Aliados de Lordelo", terra-natal de Celso Ferreira, a medida é aceite incondicionalmente. "Concordo em absoluto porque o dinheiro servia, apenas, para os clubes pagarem a jogadores de futebol. Não queremos dinheiro, queremos infra-estruturas, porque temos um campo pelado e um único balneário para as escolas, atletas e para a comunidade", afirma Manuel Ribeiro, dirigente do clube.
Este ùltimo concorda inclusivé com o corte.


Conclusão, se há argumento que justifica a atribuição de verbas municipais a um clube, esse argumento é a formação. Formação enquanto ocupação de tempos livres e educação a vários níveis. Depois as infraestruturas. Justica-se o investimento em infraestruturas, mas... infraestruturas que sirvam os atletas e a comunidade. E menos importante, mas aceitável, justifica-se o investimento no futebol senior como veículo de promoção do concelho (parece que esta semana aparecemos no boletim do totobola).

Depois disto resta-me desejar um bom resultado para o MFC este fim-de-semana, lá estarei a apoiar, certo de que para o ano teremos um MFC novamente na 3º divisão, com um plantel senior de contenção, realista, e uma aposta séria nas camadas jovens. Justificando desta forma os apoios das entidades locais, obviamente!!!

terça-feira, maio 09, 2006

A gestão dos NOSSOS impostos

Na última Assembleia Municipal, que decorreu no dia 28 de Abril foi solicitado um pedido de esclarecimento, por parte do Membro António Luís (ex Presidente da Junta de Ermelo), dado que tinha que recebido uma nota de culpa do PSD, tendo esta origem numa participação ao Partido Social Democrata dos autarcas da Câmara e por todos os elementos da Assembleia Municipal do PSD, tendo sido enviada em envelope da Câmara Municipal e com o respectivo pagamento a ser realizado pela Câmara de Mondim.


Na nota de culpa enviada ao referido Membro, foi-lhe também enviada a cópia do envelope e do recibo de envio do Express Mail, no valor 9,66 Euros, conforme se comprova nas imagens.


Podem consultar a data em que foi enviado o objecto ED160069079PT (canto superior direito, por baixo do código de barras) e verificar a data de envio e recepção na página dos CTT - pesquisa de objectos.

Tendo em conta, que a referida participação foi assinada por todos os Autarcas do PSD da Câmara Municipal e Assembleia Municipal, foi solicitada uma explicação, a que o Senhor Presidente da Assembleia respondeu que era "uma questão interna de um partido". Eu pergunto, mas se é uma questão politica qual foi a necessidade de enviar em envelope da Câmara? A Assembleia Municipal não é o órgão fiscalizador do órgão executivo, será que o Senhor Presidente da Assembleia não devia pedir explicações ou abrir um inquérito sobre esta situação?

É verdade que as questões que deram origem à participação referenciada, não dizem respeito à Assembleia Municipal, mas o envio da referida participação em envelope da Câmara Municipal, sendo os custos imputados a esta instituição gerida com recursos públicos, são passíveis de uma explicação muito séria.

Porque é que uma participação a um partido, tem que ser paga por todos nós?
Porque é que o Senhor Presidente da Assembleia não deu os esclarecimentos necessários sobre esta questão, tendo em conta que ele também foi umas das pessoas que assinou a participação?


Palavras para quê ?

sexta-feira, maio 05, 2006

Conheces o Concelho?

Ora boas!
Esta é uma rubrica que esteve ausente por algum tempo do nosso blog. Desta vez trazemos um edifício, que pelo estado em que se econtra facilmente se percebe que já deu o que tinha a dar... ou será que não?



Logo numa das fachadas começamos a perceber com o que nos vamos deparar. Os sinais de desgaste são evidentes.


O uso e as intempéries são implacáveis para com as pinturas e o betume das janelas.


Quantas horas de luz nos terá oferecido este objecto pronto a servir de vaso? Este e mais uma dezena de "manos"!!!


A cultura entranhou-se fortemente na estrutura do edifício.

Vamos lá ver quem aceita o desafio... apostem!

sexta-feira, abril 28, 2006

25 de Abril Sempre!

A Associação Cultural e Desportiva Ala Dura, vem por este meio agradecer a
todos os participantes e patrocinadores, que tornaram possivel o 3º passeio
de cicloturismo " Cap. Salgueiro Maia".
Os cerca de oitenta participantes concentraram-se na Praça dos Heróis do
Ultramar por volta da 10 horas. Depois de destribuidas as bicicletas e uns
sacos vitaminicos, procedeu-se a um minuto de silêncio um memória das
vitimas da guerra do ultramar. Este minuto foi respeitado de forma
emocionada por alguns Mondinenses, visto terem perdido familiares nessa
guerra. A esta homenagem juntou-se o Sr. Presidente da junta que fez quetão
de respeitar assim a memória de todos aqueles que partiram.
Depois desta singela homenagem lá partiram os oitenta participantes ao som
da música " Grandola Vila Morena". Passaram por Mondim, Paradança, Pedra
Vedra e tiveram o merecido almoço no parque das merendas.
A Associação está muito satisfeita com o sucesso desta actividade, que tem
vindo a melhorar ao longo dos anos.
E foi desta forma que a Ala Dura Pedalou em Prol da Liberdade.
Um Abraço para todos e até breve.

Tiago Pires

A equipa nacional de parapente (EP) foi apresentada ao público, pela primeira vez este ano, num estágio realizado em Mondim de Basto.

Em contagem decrescente para o campeonato da Europa, a equipa aceitou o convite do clube de parapente Asas Sra. Da Graça, para testar as condições do local.

A iniciativa, em parceria com a Junta de Freguesia de Mondim de Basto, pretende dar visibilidade ao local, potenciando-o como local privilegiado para a prática do parapente ao mesmo tempo que estimula o turismo na região.

O monte da Sra. Da Graça, mais conhecido pela peculiar etapa da Volta a Portugal em bicicleta, tem uma forma cónica que se eleva a 920 metros de altitude.

Apenas no sábado as condições permitiram voar. Foi realizada uma manga de cerca de 35 quilómetros, de Mondim de Basto a Vila Pouca de Aguiar.

Embora só 1 piloto tenha chegado ao golo , ficou a impressão que o sítio tem potencial, pois mesmo sem condições ideais, como as que se verificaram, é possível realizar mangas a partir do monte da Sra. Da Graça.

Uma experiência enriquecedora tanto para a equipa nacional, como para os pilotos do clube de parapente de Basto. As Asas Sra. Da Graça, que fazem 10 anos em Setembro, são um pólo de desenvolvimento da região.

A construção de sede própria pelos próprios pilotos e de infra estruturas que permitem receber e albergar visitantes, é umas das formas encontradas para expandir o interesse pela região e contribuir para o desenvolvimento do parapente.

A 2 e 3 de Setembro, a equipa nacional voltará a marcar presença em Mondim de Basto, no encontro pré open Terras de Basto.

Notícia completa em www.fpvl.pt

quinta-feira, abril 20, 2006

Andar 12 quilómetros em vez de 800 metros

"Há dois anos que os moradores da aldeia do Barreiro, em Ermelo, Mondim de Basto, são obrigados a percorrer 12 quilómetros porque falta concluir 800 metros na estrada que liga aquele concelho a Vila Real. Do lado de Mondim, as obras estão feitas e o presidente da Câmara, Pinto de Moura, diz que já fez o que lhe cumpria. Em Vila Real, porém, as palavras não são animadoras, dado que Manuel Martins, presidente da autarquia, alega falta de verba para acabar a parte da estrada que lhe cabe.

Barreiro é uma localidade com cerca de 40 pessoas, encravada na serra do Alvão. Os habitantes não se conformam com a "sina" de ter de andar 12 quilómetros "entre curvas e mais curvas", quando, poupando 20 minutos, chegariam facilmente a Vila Real se a via de ligação estivesse pronta. Por ora, têm de se conformar com uma estrada em terra batida e esburacada que, ao chegar à fronteira com Vila Real, exibe um aviso só é permitido trânsito de autocarros e de residentes

O presidente da Câmara, Pinto de Moura, afirma que Mondim de Basto "concluiu há cerca de dois anos parte da estrada, colocando betuminoso até ao limite do concelho", defendendo que a via em causa interessa aos dois concelhos. Manuel Martins, autarca de Vila Real, reconhece que há interesse em terminar o troço em falta, mas alega falta de dinheiro. "Além da estrada é preciso construir uma ponte. Não temos os 400 mil euros necessários. Temos outras prioridades no concelho", concluiu."

JN


Parece que definitivamente passamos a ser alvo de todo o tipo de notícias. Pessoalmente agrada-me esta "nova" forma de estar.

O assunto em questão foi abordado pelo Casadoeiro recentemente: Connecting People
A questão na altura ficou sem resposta. Agora ficamos a saber que a responsabilidade do nosso executivo terminou no ano de conclusão da empreitada e que Vila Real, tendo em conta o argumento utilizado, falta de verba e prioridades, não parece ter grande vontade em gastar 10 mil euros por cada habitante do Barreiro.

A utilidade da via para os habitantes do Barreiro nem merece discussão. Quem conhece sabe perfeitamente a diferença que faz. Mas era importante não misturar a utilidade da mesma com a forma como foi negociada entre os dois concelhos.

Não acredito que exista um caso destes numa fronteira entre Portugal e Espanha. Então gasta-se uma "pipa" de massa numa estrada não tendo uma garantia (em papel) que do outro lado a obra é para terminar? Não deveria ser esta questão abordada distritalmente? Nacionalmente? Quantos estradas nos levariam ao destino se fossem geridas desta forma? Era vê-los ás turras a fazer só aquelas que lhes interessavam!

Mesmo depois de abordada por um jornal nacional, continua a faltar aqui qualquer coisa.

quarta-feira, abril 19, 2006

Licenciamento de Pedreiras: Processo concluído ainda este ano.

"Até final deste ano, uma centena de pedreiras do concelho de Mondim de Basto poderá ver a sua actividade legalizada. Trata-se de um importante passo, a caminho da normalização de uma actividade que sustenta, directa e indirectamente, cerca de nove mil pessoas. "O sector está a ser reorganizado. Os próprios empresários entenderam legalizar as pedreiras, sendo que, na sua grande maioria, já estão numa fase de estudo de impacte ambiental, cujos processos já foram entregues" - disse, a propósito, o Presidente da Câmara Municipal de Mondim de Basto, Pinto de Moura.

"Depois do estudo do impacte ambiental, haverá a discussão pública e, depois, o respectivo licenciamento de exploração" - acrescentou.

O autarca adiantou que "se os processos estiverem concluídos, o licenciamento das várias explorações será concedido, ainda durante este ano".

De acordo com Pinto de Moura, o sector tem um núcleo activo directo profissional de setecentas pessoas. Muitas pedreiras foram fechadas, em 2005, depois da decisão emitida pela Inspecção-Geral das Actividades Económicas, alegando que as mesmas trabalhavam à margem da lei. Em causa estava a ocupação parcial de zona de reserva ecológica do concelho.

Recorde-se que a exploração de pedreiras, em Portugal, é uma actividade que se rege pelo Decreto-Lei 270/2001, de 6 de Outubro, o qual obriga à existência de um Plano Ambiental e de Recuperação Paisagística (PARP), integrado no Plano de Pedreira. O PARP é constituído por medidas de minimização dos impactes ambientais negativos que ocorrem ao longo do desenvolvimento da actividade e por propostas de solução, para o encerramento e para a recuperação paisagística das áreas exploradas."

A Voz de Trás-os-Montes


Mais uma notícia, que a ser verdade, peca por tardia mas é muito bem-vinda.

Parece demagógico afirmar que "Os próprios empresários entenderam legalizar as pedreiras". Quem teve oportunidade de assistir à reunião da Freguesia de Mondim de Basto, constactou que a iniciativa de ordenar legalmente as pedreiras desta Freguesia partiu do actual executivo. Sem esse prévio ordenamento não haveria legalização. Não quero com isto dizer que não houvesse vontade dos empresários, mas que o "empurrão" foi dado pela Freguesia ... foi!!!

Merece reparo, mais uma vez, a forma como o executivo se apresenta aos mondinenses nestes últimos tempos. Até parece que foram eleitos pela primeira vez este mandato. Na notícia do saneamento não se envergonharam de admitir que estavamos na cauda do distrito. Agora têm o cuidado de nos lembrar que o decreto de lei data de 6 de Outubro de 2001! Que fizeram por esta agora anunciada legalização em 2001, 2002, 2003, 2004 e 2005?

Finalizo repetindo, que mais importante que os reparos, será a confirmação de agora anunciado. A ser verdade é um passo realmente importantissimo. Parabéns!

segunda-feira, abril 17, 2006

Nova captação de água avança no rio Tâmega

O reforço do abastecimento de água para o concelho de Mondim de Basto vai custar 1,6 milhões de euros. Para o efeito, será implantada uma nova captação de água num dos pontos mais profundos do rio Tâmega, situado na periferia daquele município com o de Ribeira de Pena. O equipamento servirá 8500 habitantes.

Em simultâneo, será edificada uma Estação de Tratamento de Água (ETA), cuja obra orça cerca de dois milhões de euros. O presidente da Câmara Municipal de Mondim de Basto, Pinto de Moura, lembrou as dificuldades, vividas durante o Verão, para justificar a execução da obra. "Em termos de abastecimento de água, está todo o concelho coberto. Mas há deficiências de ordem quantitativa. As cerca de 40 nascentes de água, existentes nas aldeias e nas freguesias, não chegam no Verão para as necessidades", explica, ao JN, o autarca.

A nova captação e rede de distribuição "deverão ficar concluídas daqui a um ano e meio", assegurou ainda. Depois, será implementado o sistema de bombagem e distribuição por gravidade para todo o município. A obra será financiada por fundos comunitários, embora a Câmara de Mondim de Basto comparticipe nos custos do empreendimento. "O objectivo é ter mais água e assegurar à população, que ronda os 8500 habitantes, que os parâmetros de sanidade e de qualidade serão cumpridos com os tratamentos impostos pela legislação", garantiu o presidente Pinto de Moura.

segunda-feira, abril 10, 2006

Saneamento em Mondim é notícia no JN.

"Depois de anos a fio sem rede de saneamento básico em cerca de 95% do concelho, a Câmara Municipal de Mondim de Basto decidiu apostar na construção da infraestrutura. Trata-se de um investimento que ronda os 13 milhões de euros, verba que terá uma comparticipação de fundos comunitários.

A empresa a construir este equipamento e a respectiva rede será a Águas Vale do Ave e vai gerir a recolha de resíduos sólidos, bem como a exploração do sistema.

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Mondim de Basto, Pinto de Moura, o custo deste empreendimento está orçado em cerca de 13 milhões de euros. "Verba suportada pela Águas do Vale do Ave, situada em Guimarães, mas com ajuda de fundos comunitários".

Trata-se de um dos maiores investimentos feitos em saneamento no distrito de Vila Real e que irá contemplar um concelho situado na cauda do distrito em termos de existência destas infraestruturas.

Para viabilizar a obra, e em relação ao saneamento, Pinto de Moura referiu "que o município vai aderir à empresa Águas do Vale do Ave. " É uma opção nossa e será esta empresa que vai fazer e gerir depois a exploração do sistema", acrescentou.

Se tudo correr bem, espera-se que, no próximo ano, estejam no terreno as obras para a implantação da rede de saneamento básico."

JN


Tal como já havia sido noticiado no "A Voz de Traz-os-Montes" (mas não nos jornais regionais), fica agora toda a região norte a saber, que em pleno ano 2006, Mondim tem somente 5% do seu território com instalação de saneamento básico. Pasme-se.... a média nacional em 2002 era de 73%!
Mais boquiaberto fico, quando afinal se constacta que a obra custa 13 milhões de Euros. Este tipo de obras pode ser comparticipado até 70% pelos fundos comunitários. Sobrariam portanto aproximadamente 4 milhões de Euros. Será que este montante foi impeditivo durante todos estes anos?

Finalizo demonstrando, como é óbvio, toda a minha satisfação por ver este problema, ao que parece, solucionado.

Nota: Este tema foi inicialmente abordado no post:
Mondim de Basto vai ter rede de saneamento e água

quarta-feira, abril 05, 2006

JSD apoia incondicionalmente a criação da Freguesia de Vilarinho

Depois de no número anterior o "Jornal de Mondim" ter publicado um artigo onde António Martins justificava a vitória do PS em Vilarinho com o facto de estes apoiarem a criação da Junta de Freguesia de Vilarinho, vem agora neste número a JSD informar que eles próprios apoiam a criação da mesma Junta. E tudo farão, para levar o caso à Assembleia... . Que dizer?

Terá levado muito tempo a estes senhores para levar a cabo esta estrondosa estratégia política? Sim! A escolha dos timings e das personagens completamente distantes para ridigir os dois artigos leva-me a crer que demorou meses a planear este episódio. Em Vilarinho já ninguém duvida quem irão apoiar daqui a 3 anos.

Não tento disfarçar a minha revolta quando vejo esta Jota com atitudes politiqueiras e demagogas:
- Em campanha apelavam ao voto com a "promessa" do Polo Universitário,
- Tomam posições em nome de outras associações,
- E agora esta pobre atitude!!!

Precisamos realmente de uma Jota, ou melhor de Jotas, mas Jotas que valham pela diferença, não de Jotas que são o espelho da linha política mais antiga e desgastada de Mondim de Basto.

Ajude a sua Vila! Anuncie no Jornal de Mondim!

Hoje deparei-me com um anúncio no "Jornal de Mondim" que apelava da seguinte forma a possíveis anunciantes (patrocinadores): "Ajude a sua Vila!". É de ficar pasmado ou ficar com a barriga dorida de tanto rir. Vejamos: patrocino este jornal, logo ajudo a minha vila! Eureka!!!!

Mas afinal de contas que serviço presta este, e outros jornais regionais à nossa Vila? Que esforço faz a equipa para tentar informar realmente os municepes? De Mondim, vemos os artigos que até agora eram distribuídos via mondimmunicipal e artigos de opinião do Sr António Martins. A isto chamam informar?

quinta-feira, março 30, 2006

Jovens Mondinenses preocupados fundam associação de defesa do património.

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Os nossos jovens afinal não andam por aí perdidos e ainda são capazes de encontrar causas pelas quais vale a pena lutar.
Com aquela salutar dose de Utopia um importante grupo de jovens Mondinenses acaba de dar esse exemplo e fundar a THAMUSE, o nome do deus semita que deu origem ao nome do rio Tâmega, uma associação para a defesa do património ecológico, arquitectónico e cultural.
Para os auxiliar nesta difícil tarefa, estes jovens, procuram o auxílio dos mais velhos e com mais experiência nestas matérias constituindo um Conselho Consultivo que reúne um notável conjunto de personalidades regionais.
Ainda sem espaço onde possam trabalhar, haja uma alma que os ajude, a direcção, presidida por Luís Romano, e o presidente da Assembleia Geral, Rafael Leite, procuram agora elaborar um programa, em colaboração com o Conselho Consultivo, que seja capaz de mobilizar todos os jovens no sentido da defesa da nossa memória.
Quando os nossos jovens ousam acreditar que o sonho é que comanda a vida, o milagre surge.
E faz-se luz.

António Martins, em O Povo de Basto de 16/03/2006
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Em primeiro lugar, gostaria de dar as boas-vindas a esta nova associação. Considero que o associativismo é benéfico e necessário numa sociedade, e em Mondim as associações estão longe de ser suficientes.

Penso que o objectivo a que se propõe esta nova associação é, de certa forma, agradavelmente pouco usual em associações juvenis. Este facto, desperta-me a curiosidade em relação ao seu programa. Força!!!

Dadas as boas vindas, não posso deixar de apontar um pequeno senão. A forma como se apresentam. É com muita consternação que vejo esta associação ser apresentada por um texto assinado pelo Sr. António Martins. Este facto por si só era merecedor de reparo, mas o conteudo do texto só prejudica o cenário:
- A Associação é prova de que nem todos os jovens estão perdidos.
- "importante grupo de jovens" para quem tanto criticou distinções!!!
- "O milagre surge" e "faz-se luz". Que dizer destes exageros!

Porque "raio" não se apresentaram com um texto vosso? Pena!!!!